Adolfo Lutz e Pasteur ganham laboratório de alta segurança para pesquisas de doenças raras.
| | | Cleo Velleda |  | | | | Instituto Pasteur, equipado para pesquisar doenças raras. |
|
São Paulo ganhou dois laboratórios de nível 3, de alta segurança biológica, para estudos de microorganismos de elevada periculosidade. Foram inaugurados terça-feira (29/6), na capital, pela Secretaria de Estado da Saúde. Um funcionará no Instituto Adolfo Lutz e o outro, no Instituto Pasteur. As novas unidades foram equipadas para pesquisas de doenças raras, como a Síndrome Respiratória Aguda Severa (Sars), e riscos de contaminação. Outras moléstias de transmissão respiratória e provocadas por vírus, bactérias e fungos pertencentes à classe de risco 3, altamente prejudiciais à saúde da população, também serão analisadas com moderna tecnologia e estrutura física. Cada laboratório tem 130 metros quadrados e 200 metros quadrados de área física, sistema de tratamento e condicionamento de ar independente, cabines de segurança biológica, geradores de energia, esterilizadores e caldeiras. A troca de ar no seu ambiente é feita a cada três minutos e a água é tratada termicamente. Os materiais utilizados, inclusive as roupas dos pesquisadores, ficam expostos por uma hora à temperatura de 130° C, suficiente para eliminar qualquer vírus. O investimento nas duas unidades foi de R$ 5 milhões, fruto de parceria entre o Estado de São Paulo e o Ministério da Saúde, além do apoio do Banco Mundial. Cerca de 20 profissionais, entre pesquisadores científicos e engenheiros, foram treinados para atuar nos laboratórios, metade em cada um. Usarão equipamentos de proteção individual, como macacões, máscaras, respiradores e luvas para o manejo de agentes infecciosos. Segundo laboratório mais seguro do mundo A iniciativa fortalecerá a vigilância epidemiológica no Estado. Os profissionais poderão trabalhar com maior segurança e os resultados dos diagnósticos serão concluídos com mais eficiência. O nível 3 é o segundo tipo de laboratório mais seguro do mundo. Acima, só o número 4, que não existe no Brasil, para vírus extremamente perigosos, como o ebola. O de nível 2 oferece segurança apenas para manipulação de vírus e bactérias em cultura. E o de nível 1 é parecido com laboratórios clínicos, usados somente para diagnósticos.
|