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As cooperativas são um instrumento ideal para países em desenvolvimento, porque elas fazem o trabalho de distribuição de renda onde existe um abismo social. A afirmação é do ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, que destacou ainda: "Não é por outra razão que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem dito que quer fazer do Brasil uma grande república cooperativa." Hoje (4) é comemorado o Dia Internacional do Cooperativismo e o Ministério da Previdência Social lembra que os filiados a cooperativas de trabalho e de produção são segurados obrigatórios desde a edição da Lei nº 10.666/2003. "A definição clássica do cooperativismo é de que se trata de uma doutrina, cujo objetivo é corrigir o social por meio do econômico", acrescentou o ministro Roberto Rodrigues. Em uma cooperativa, as pessoas se unem voluntariamente para satisfazer aspirações e necessidades econômicas, sociais e culturais comuns, por meio de uma empresa de propriedade coletiva e democraticamente gerida. De acordo com Valter Bianchini, secretário de Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário, o governo vem incentivando a formação de cooperativas, como um caminho para alcançar o desenvolvimento sustentável. Desenvolvimento Hoje, o desenvolvimento dos países é medido pela capacidade de organização das pessoas e das cidades, segundo o presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Márcio Lopes de Freitas. "A cooperativa, como braço econômico, é a grande ferramenta de desenvolvimento do mundo contemporâneo. É, na nossa visão, a maneira de tornar justa e coerente o processo chamado globalização", afirmou. No Brasil, o setor é regulamentado pela Lei 5.764, de dezembro de 1971. A OCB representa 7.355 cooperativas, divididas em 13 ramos de atividade: agropecuário; consumo; crédito; educacional; especial; habitacional; infra-estrutura; mineral; produção; saúde; trabalho; turismo e transporte. Aproximadamente 5,8 milhões de brasileiros são associados a cooperativas, que empregam mais de 182 mil pessoas. O presidente da OCB destacou ainda que é importante não depender de políticas públicas: "Temos que andar com as nossas pernas. Se o governo nos ajudar, ótimos, vamos juntos. Mas se no momento não puder ajudar, vamos também."
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