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SEÇÃO
Economia e Negócios
06/07/2004 - 12h09
Valorização da mulher no mercado de trabalho
Juliana Cézar Nunes - ABr
 

Uma pesquisa realizada por duas universidades de Brasília mostra a valorização cada vez maior das mulheres no mercado de trabalho. Entre os fatores que contribuíram para reduzir a discriminação está a exigência de concurso para a entrada no serviço público, prevista pela Constituição promulgada em 1988, e o aumento da competitividade entre as empresas, conseqüência da abertura do mercado após a implantação do plano Real em 1994.

Com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios (PNAD), feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o estudo revela que os homens eram maioria na folha de pagamento do governo, entre 1981 e 1988. Na faixa etária de 33 a 43 anos, eles representavam 60,5% do total de funcionários. Entre 1988 e 1999, esse índice caiu para 50%, devido à aprovação maior de mulheres em concursos públicos.

"O critério subjetivo de contratação foi removido e o computador passou a contratar. Como as mulheres estudam mais no Brasil, elas passaram a ter sucesso nos concursos públicos. E, agora, não apenas em cargo de secretária", revela o economista Jorge Saba Arbache, pesquisador da Universidade de Brasília.

Segundo ele, a diferença de salários de homens e mulheres também tem diminuído, principalmente entre os trabalhadores mais jovens. "Essa diferença está cada vez mais ligada às qualidades individuais de currículo do que à questão de gênero", afirma.

Uma prova disso está em um levantamento do próprio IBGE, com dados comparativos de 1992 e 2002. Em 1992, o salário médio das mulheres correspondia a 60% da remuneração dos homens. Já em 2002, correspondia a 70%.

Para o economista Jorge Arbache, após a abertura do mercado na era Real, as empresas tiveram de aumentar a competitividade. Escolher um homem menos capacitado em vez de uma mulher melhor preparada passou a ser um risco muito alto para os negócios, segundo ele.

"Uma coisa é a empresa se dar ao luxo de fazer discriminação em uma economia fechada, com pouca competição no mercado doméstico", analisa Arbache. "Outra coisa é a empresa que se vê em uma situação de queda de vendas, competição internacional, continuar se dando ao luxo de discriminar os funcionários".

O estudo realizado, em parceria, pela Universidade de Brasília (UnB) e pela Universidade Católica de Brasília (UCB) aponta no serviço público, no entanto, uma área em que ainda é preciso avançar. O Sistema Integrado de Administração de Pessoal Civil (Siape), do Ministério do Planejamento, mostra que, em 2001, as mulheres eram minoria nos cargos em comissão melhor remunerados. Cerca de 80% dos DAS 6 e DAS 5 estavam ocupados por homens.

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