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Para o especialista em marketing político Marco Iten, a falta de critério para a propaganda eleitoral é um "tiro no pé" de qualquer candidato.
A propaganda eleitoral está liberada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) partir da terça-feira, dia 6. Mas será que vale a pena sair pela cidade colando faixas, cartazes, banners e placas em espaços públicos ou particulares? Na opinião do especialista em marketing político Marco Iten, o que vale nessa hora é o critério do bom senso. "A falta de critério para a distribuição da propaganda eleitoral tem sempre um efeito contrário ao que o candidato pretende alcançar. Não há nada pior do que ser visto pelo eleitorado como aquele que emporcalha a cidade. O excesso acaba funcionando como um tiro no pé", afirma. Para o especialista, a comunicação visual deve seguir critérios já consagrados pelo marketing político. "O candidato deve ir se apresentando aos poucos, numa dose crescente de presença e lembrança", diz. O cuidado com a qualidade e quantidade de material, bem como os locais escolhidos para a exposição devem ser tratados com rigor. "A briga pelo espaço público, com candidatos colocando faixas em cima das do concorrente e cartaz sobre cartaz, não gera votos. Ao contrário. O eleitorado, cada vez mais consciente e atento, rejeita esse tipo de ação", ressalta. De acordo com Marco Iten, não adianta apenas respeitar a lei e não colar cartazes em árvores, por exemplo. "É preciso, antes de tudo, respeitar o cidadão. As melhores práticas do marketing político demonstram que há inúmeras maneiras de se comunicar com o eleitor sem agredir", destaca. Vale lembrar que a propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão só poderá ser veiculada a partir do dia 17 de agosto. Nota do Editor: Marco Iten é autor do livro "ELEIÇÃO - VENÇA A SUA! As Boas Técnicas do Marketing Político" e do e-learning "ELEIÇÃO ON-LINE - As Melhores Técnicas do Marketing Político em Seu Computador", em parceria com a Maxpress / MaxGov e com o grupo G&P - Gennari & Peatree.
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