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As medidas para a reativação da construção civil, anunciadas dia 02/03 pelos ministros Antonio Palocci e Olívio Dutra, são positivas para o setor. A avaliação é do presidente do SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo), Artur Quaresma Filho, que nos últimos dois meses representou a indústria da construção nas conversações com os Ministérios da Fazenda e das Cidades, realizadas em São Paulo e em Brasília, que resultaram nas decisões tomadas. Segundo Quaresma, uma das medidas mais importantes é a duplicação, de 1% para 2% ao mês, da dedução do FCVS virtual no cálculo da destinação dos recursos dos depósitos das cadernetas para a habitação. A medida, prevista para vigorar a partir de abril, representará o direcionamento de mais de R$ 1,6 bilhão para financiamentos imobiliários até dezembro de 2004. "Esses recursos chegarão ao mercado na metade do tempo originalmente previsto, o que será positivo", comenta o presidente do SindusCon-SP. A medida deverá ser tomada numa reunião extraordinária do Conselho Monetário Nacional, que o governo pretende realizar ainda nesta semana. "As entidades da construção civil e a Fiesp fizeram a sua parte; o governo agiu; agora a sociedade precisa fazer o mesmo, pressionando o Congresso a aprovar o projeto de lei que o presidente Luis Inácio Lula da Silva deverá enviar nesta quarta-feira, em regime de urgência urgentíssima, com as demais medidas", diz o presidente do SindusCon-SP. Para ele, as mudanças, ao vigorarem na forma de lei, deverão trazer mais segurança aos investidores. "Isso é fundamental para a construção civil crescer e voltar a gerar um grande número de empregos" comenta. Paralelamente, Quaresma espera que o governo continue atuando em favor da mudança do cenário econômico. "Além de estimular os bancos a aplicarem mais em habitação e aprovar a lei para trazer segurança jurídica, é preciso que os juros caiam, o efeito do aumento da Cofins seja compensado e a renda volte a crescer - três fatores fundamentais para a reativação da construção civil."
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