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A qualidade física dos livros didáticos distribuídos pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE/MEC) nas escolas públicas de todo o Brasil foi discutida nesta semana por técnicos envolvidos direta ou indiretamente com o Programa Nacional do Livro Didático (PNLD). Os debates foram realizados em encontro promovido pela Associação Brasileira de Tecnologia Gráfica, na sede dos Correios, em Brasília. Somente a qualidade física dos livros e a consciência dos alunos ao manuseá-los permitirá que sua durabilidade seja, no mínimo, de três anos, como pretende o Ministério da Educação. No encontro técnico, foram trocadas informações sobre os tipos de papel utilizados e as características de impressão e acabamento dos livros. O objetivo da discussão foi oferecer aos técnicos do FNDE condições de fazer uma avaliação precisa da qualidade dos livros adquiridos pela autarquia. Criado em 1985, quando acabou com os livros descartáveis e conferiu aos professores o direito de escolher as obras mais adequadas ao ensino dos seus alunos, o PNLD distribuiu, somente neste ano, mais de 120 milhões de livros. Eles foram entregues a aproximadamente 32 milhões de crianças matriculadas em 153 mil escolas públicas do ensino fundamental. O FNDE detém 57% do mercado dos livros didáticos, além de adquirir dicionários e coleções de obras de literatura, enciclopédias, periódicos e Atlas destinados aos programas Biblioteca da Escola e Casa de Leitura. A meta para 2005 é distribuir 110,6 milhões de livros e dicionários, com uma previsão orçamentária de R$ 600 milhões.
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