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Muitos se enganam achando que as nossas empresas vivem num mar de rosas. Mas a realidade é outra, cheia de impostos, taxas, contribuições e obrigações acessórias. Quando se compra um produto, desde uma caneta, até uma passagem aérea muitas vezes nossa primeira reação é reclamar do preço. A segunda é nos perguntarmos por que mesmo estando numa fase de mercado aquecido, elas não conseguem baixar seus preços, pelo contrário, é só a economia dar um mínimo sinal de evolução que lá vão os preços acompanhando este crescimento. E, acabamos colocando a culpa de tudo isso nos empresários que, muitas vezes, não vêem outra saída se não o ajuste do preço de seus produtos. Este ano, principalmente nestes últimos meses, vimos nas manchetes dos principais jornais e revistas notícias sobre o grande crescimento das indústrias. Mais que justo associarmos este crescimento com o aumento também dos lucros. Na realidade não é tão simples assim. Este aumento de produção das indústrias traduz um maior volume de negócios, o que não quer dizer mais lucros, pois atualmente não só a Indústria, mas também o Comércio e o setor de Serviços vêm trabalhando cada vez mais e ganhando cada vez menos. Com o mercado extremamente competitivo, a margem de lucratividade fica reduzida. Outro fator responsável pelo achatamento dos lucros é a alta carga tributária o famoso "custo Brasil", pois boa parte da receita das operações negociais é "comida pelo leão", ou seja, a contribuição exigida pelo governo para as empresas aumenta a cada ano, e, se o empresário precisa tirar uma média 38% do produto somente para pagar os tributos e encargos, isso faz obviamente com que o lucro - que teoricamente é o que "sobra" - diminua. Segundo a edição Melhores e Maiores, da revista Exame, o lucro das 500 maiores empresas do Brasil nos últimos 10 anos foi de apenas 2,3% da receita. Acha pouco? Não é só você. Os empresários também acham. Com o lucro é que eles podem fazer investimentos em equipamentos, tecnologia, modernização, novos produtos, enfim, estar preparado para a globalização dos negócios, e acima de tudo gerar emprego e renda, que atualmente é o grande anseio de todo cidadão brasileiro. Mais uma vez fica evidenciado que as empresas necessitam de mais controle e bom planejamento tributário para vencer estas dificuldades. A rapidez e a precisão das informações gerenciais é que orientam e corrigem as rotas de um bom planejamento estratégico, tão necessário para a obtenção dos lucros, que garantem a saúde e a continuidade das empresas. Nota do Editor: Pedro Fabri é contador, economista e diretor da Flaumar Assessoria Empresarial, que há 40 anos oferece serviços na área contábil.
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