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Existem atividades fundamentais, desempenhadas pelas empresas no cumprimento de sua missão, relacionadas à agregação de valor a acionistas, colaboradores e o mercado. A logística, nesse enfoque, atua em duas atividades muito importantes: fazer com que produtos e serviços cheguem ao destino final; e gerar todas as informações sobre eles: quanto, onde, quando e como, para que sejam visualizadas por diferentes interessados, dentro e fora das organizações. Ou seja, todo esforço é despendido para transformar o "ter o produto certo, no lugar certo" em "planejar e ter a quantidade certa, para entregar o item correto, no lugar correto, no menor custo". Inúmeros setores econômicos desenvolveram-se ao longo dos tempos, para apoiar a viabilização do cumprimento dessas funções: embalagens; infra-estrutura física, de armazenagem e de transporte; equipamentos de movimentação; e vias de transporte. E, ainda, sistemas de informação apoiados em softwares, meios de comunicação, meios de automatizar a captura e acompanhamento de dados, entre outros. Especificamente na área de sistemas de informações, as empresas investiram intensamente em recursos, para gerir com maior precisão e agilidade os negócios. A implantação do ERP, a sistematização de processos internos e, mais recentemente, investimentos nas áreas de relacionamento, com o uso do CRM (Customer Relationship Management ou Gerenciamento do Relacionamento com Cliente) e do SCM (Supply Chain Management ou Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos), permitiram complementar as estratégias, visando a integração das cadeias. Porém, um grande desafio, paulatinamente resolvido, deriva do fato que os processos logísticos são executados pelas empresas de forma parcial: uma entrega e a outra recebe, tornando a integração entre os sistemas um grande pesadelo. Ferramentas de apoio - que incluem o código de barras e o comércio eletrônico - esbarram na falta de atenção à necessidade de padrões. E em diversas esferas: especificações técnicas; dados definidos nos bancos de dados (quem não se lembra do "bug do milênio", com algo que parece tão simples, como data); e processos. São desafios que parecem ainda mais complexos. Algumas empresas, na maioria, grandes multinacionais, perceberam que há necessidade de cooperação. Afinal, operam em mais de uma centena de países, com milhares de parceiros comerciais, e sabem o quanto é custoso integrar-se, sem que haja estruturação. E estão, novamente, trabalhando intensamente em colaboração com seus parceiros da cadeia de suprimentos, para a definição da tão necessária padronização. Porém, será que isso é algo que apenas interessa às grandes empresas? A experiência mostra que o benefício é válido para organizações de todos os portes e que as micro e pequenas podem melhorar a qualidade da sua gestão. Precisam de um extrato simplificado das melhores práticas globais, que pode tornar-se importante ferramenta de inclusão digital. É nisso que acreditamos na EAN BRASIL. Nota do Editor: Roberto Matsubayashi é gerente de Soluções de Negócios da EAN BRASIL, entidade multissetorial, sem fins lucrativos, responsável pela disseminação do código de barras, EDI e da cultura da automação nas cadeias de suprimentos.
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