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Educação
26/08/2004 - 15h56
Resultados do Projeto Xadrez nas Escolas
 
 

Maior atenção e disciplina por parte dos alunos, interesse da família dos estudantes pela escola nos finais de semana e grande participação da comunidade externa na escola, especialmente nos dias de torneios e campeonatos, foram os principais resultados apresentados pelo Projeto Xadrez nas Escolas na primeira fase da implantação do projeto, que teve início em outubro de 2003, em Belo Horizonte (MG), Campo Grande (MS), Recife, Olinda e Jaboatão, em Pernambuco, e Teresina (PI). O projeto é desenvolvido pelo Ministério da Educação, Ministério do Esporte e secretarias de Educação e de Esportes dos estados envolvidos.

O projeto, que envolve mais de duzentas escolas do ensino fundamental e médio, apresentou os primeiros resultados por meio de avaliação realizada pela Secretaria de Educação Básica (SEB/MEC). Foram realizadas 28 entrevistas com os professores coordenadores do programa, nos quatro estados onde foi implantado. Os dados coletados demonstram que 72,41% dos professores perceberam avanços na habilidade de memorização dos alunos; 79,31% divisaram avanços no raciocínio lógico-dedutivo; 72,41% afirmaram que o xadrez tem ajudado os estudantes a solucionar problemas, pois eles procuram interpretar melhor as questões, antes de respondê-las; e 82,76% disseram ter distinguido significativos avanços na criatividade das crianças e jovens.

"É uma experiência que visa medir o rendimento do aluno na vida escolar, por meio do desenvolvimento da ordem, disciplina e interesse", enfatiza o coordenador do projeto no MEC, Carlos Alberto Xavier.

Limitações - A dificuldade de locomoção dos alunos é um dos fatores que limitam o desenvolvimento do projeto, de acordo com a pesquisa da SEB, que demonstra, ainda, que a necessidade de espaço específico para a prática do xadrez e a ampliação do número de computadores e do acesso à Internet são condições indispensáveis para a melhoria do atendimento e ampliação do xadrez nas escolas. O trabalho revela também o interesse de irmãos e pais de alunos em aprender a jogar xadrez. Pais e diretores da escola destacam ser importante continuar o projeto, que contribui, significativamente, para tirar as crianças e adolescentes de situações de risco social, uma vez que passam mais tempo na escola, de forma segura e saudável.

"O xadrez é ótimo, ele está me ajudando a ser mais concentrada nas coisas e nas aulas, e estou conseguindo raciocinar mais rápido", diz Aline Alves, 13 anos. Raimundo Leite, 13 anos, diz que foi difícil aprender a jogar, "mas me ajuda a pensar melhor". "Eu ficava jogando bola na rua, agora fico mais aqui e minha mãe está me apoiando bastante", revela Eduardo Evangelista, 13 anos.

Material - Um tabuleiro e 32 peças de plástico e a obra Meu primeiro livro de xadrez, de autoria de Augusto Tirado e Wilson da Silva, compõem o kit distribuído pelo MEC às escolas envolvidas no projeto, que deve ser utilizado por dois professores e oitenta alunos. O ministério investiu R$ 67 mil na produção e distribuição do material, em 2003. O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Escola (FNDE/MEC) permitiu no orçamento deste ano a inclusão de recursos para compra do kit de xadrez pelas escolas interessadas em aderir ao projeto.

O treinamento dos coordenadores é feito pelo Ministério do Esporte e o processo educacional-pedagógico é realizado pelas secretarias envolvidas. Alunos e professores são orientados pela Internet e contam com o apoio do campeão internacional de xadrez, Jaime Sunye, medalha de ouro nas Olimpíadas de Manila, de 1992, hoje ligado à Secretaria de Educação e Esportes do Paraná.

Esporte - O xadrez, um esporte praticado entre duas pessoas, combina aspectos esportivos, culturais, artísticos e cognitivos. A inserção dessa atividade na área educacional tem contribuído para o desenvolvimento de habilidades como memorização, raciocínio lógico-dedutivo, imaginação espacial, resolução de problemas, avaliação estética, criatividade e mudança de comportamento. A partida é disputada por 16 peças brancas e 16 peças pretas - rei, dama, torre, bispo, cavalo e peão - em um tabuleiro quadrado com 64 casas, pretas e brancas, dispostas alternadamente.

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