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Agricultura e Pecuária
31/08/2004 - 07h03
Suinocultura: 4ª atividade em crescimento
 
 

A suinocultura é a quarta atividade produtiva que mais cresceu nos últimos 13 anos (1990/2003). Essa foi uma entre tantas declarações positivas ditas durante o 6º Seminário Internacional de Suinocultura, promovido pelas empresas Agroceres Nutrição Animal e Agroceres PIC, que terminou na sexta-feira (27), em Angra dos Reis (RJ).

Com um público de mais de 700 pessoas, o seminário contou com a presença de suinocultores de várias partes do país, com destaque para os presidentes das associações de suinocultores dos estados de Santa Catarina, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, São Paulo, Goiás e Mato Grosso. Também de representantes internacionais, como do México e Argentina.

O seminário abriu com o secretário de políticas agrícolas do Ministério da Agricultura, Ivan Wedekin, que apresentou as políticas agrícolas do governo federal para o crescimento sustentável do agronegócio brasileiro.

O secretário comemorou o desempenho da atividade suinícola que, depois do frango, é a que tem apresentando maior evolução no consumo (1990/2002), ficando na frente até da carne bovina. Também lembrou que as exportações de carne suína não param de crescer: de agosto de 2003 a julho de 2004 já foram exportadas 450 mil toneladas. "Anos atrás nem se imaginava exportar a carne suína no Brasil e, hoje, vendemos para cerca de 70 países", declarou.

Apesar disso, segundo o Marcos Sawaya Jank - Presidente do Instituto Icone -, 61% do mercado externo está fechado para a carne suína brasileira, enquanto apenas 8% do mercado externo fecha-se para a carne de frango - principal concorrente da suinocultura.

Jank ainda declarou que o suíno é o quinto produto mais subsidiado e protegido no mundo. Gasta-se em torno de US$ 12 milhões em subsídios com a produção suína e os campeões são a União Européia e o Japão.

Balanço da Suinocultura - Depois da forte crise pela qual passou a suinocultura brasileira entre os anos de 2002/2003, o cenário para a atividade está favorável, mas a produção só voltará a se recuperar em 2006. Em 2001, a produção foi de 2.3 milhões de toneladas de carne suína; em 2002, 2.9 milhões; em 2003, 2.8 milhões e em 2004, a projeção é produzir 2.6 milhões toneladas. Mas a produção baixa junto com o mercado aquecido favoreceram a atividade, que teve alta nos preços. Para se ter idéia, no mercado paulista o preço do quilo do suíno vivo gira em torno de R$ 3,04, enquanto que na época da crise esse preço não passou de R$ 2,00.

Logística - A jornalista e analista Míriam Leitão, que também participou deste 6º Seminário Internacional de Suinocultura, apontou a logística como o maior problema para o desenvolvimento do Brasil em 2005. "Assim como em 2001, quando o Brasil parou com a crise de energia, em 2005 o Brasil terá seu desenvolvimento interrompido por causa da crise logística", afirmou. Esse cenário, segundo ela, vem gerando ao Brasil multas contratuais de aproximadamente US$ 5 bilhões ao ano. Fernando Pereira - diretor da Agroceres PIC - acrescentou que a logística reduz a competitividade do agronegócio brasileiro e sacou uma frase divulgada pela Agroconsulting: "Se a logística é uma morte lenta, a sanidade é morte súbita".

Milho - O milho continuará sendo um fator de instabilidade para a suinocultura, qualquer alteração no mercado poderá afetar a atividade. Por isso, o governo federal estuda instrumentos para tornar o mercado de milho mais estável. Segundo Wedekin, o Ministério da Agricultura irá lançar nesta semana os contratos privados de opção de venda. O objetivo é sinalizar um preço para o milho, a fim de estabilizá-lo e estimular o plantio para que não haja escassez da cultura.

Desempenho do Brasil - "O Brasil agrícola não pode ser mais visto como um país em desenvolvimento", declarou Wedekin, enfatizando a posição do Brasil de terceiro maior exportador. Jank acrescentou que as exportações brasileiras crescem três vezes mais que as dos EUA, com média de 6,3% ao ano. Para o Governo Federal o foco, agora, é no desenvolvimento sustentável que, segundo o secretário, está baseado no tripé: liderança, diferenciação e enfoque de mercado. Ou seja, reduzir o custo de produção sempre - "item no qual o Brasil é imbátivel" -; investimento em tecnologia, a fim de agregar valor ao agronegócio brasileiro e selecionar bem o mercado que se deseja trabalhar.

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