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SEÇÃO
Economia e Negócios
03/09/2004 - 11h28
Cooperativas também podem quebrar
 
 
Índice de cooperativas que encerram atividades antes dos dois anos de funcionamento supera o de empresas; gestão profissional pode ser a solução.

O número de cooperativas que "quebram" antes de completar dois anos de operação supera o índice de mortalidade de empresas no mesmo período (aproximadamente 50%, segundo dados divulgados recentemente pelo Sebrae).

A conclusão é do Instituto Brasileiro de Qualificação Cooperativista (IBQC), depois de rápida pesquisa realizada no setor. O levantamento mostrou que cerca de 75% das sociedades cooperativas criadas apresentam sérios problemas de administração, principalmente no que diz respeito ao fluxo financeiro (capital).

No universo pesquisado, em 90% dos casos os problemas são de ordem cultural (saber o que é o cooperativismo e vivenciá-lo nos processos de empreendimento econômico); em 70%, de ordem qualitativa (profissionais que não possuem capacidade de gerenciar um empreendimento como o negócio cooperativo, falta de treinamentos adequados, de capacitação, de ferramentas ou falta de tecnologia adequada); e em 50%, de ordem financeira (como o sistema é autofinanciado, muitas vezes o fôlego dos sócios não acompanha a necessidade do empreendimento por questões de mau planejamento). "O percentual total passa dos 100%, pois muitas sociedades cooperativas enfrentam mais de um problema, simultaneamente", afirma Daniel Augusto Maddalena, presidente do instituto.

Para amenizar esses problemas e diminuir o alto índice de mortalidade de cooperativas, Daniel aponta como solução a profissionalização e qualificação do sistema. "Criar iniciativas práticas e dar suporte e capacitação para uma nova categoria profissional que surge no mercado, a do especialista em Gestão de Negócios Cooperativos, pode ser a grande arma para se reverter o quadro", diz. "Dotar esse especialista de ferramentas e tecnologia aplicáveis às especificidades do ’negócio cooperativa’ é a etapa inicial da criação de uma futura geração profissional com identidade própria e com condições reais de transformar positivamente esse alto número de insucessos", conclui o presidente do IBQC.

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