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Ciência e Tecnologia
04/10/2004 - 07h12
Novo método facilita obtenção de açúcar invertido
Agência USP de Notícias
 
Estudo permite reaproveitar por diversas vezes a invertase, enzima utilizada na fabricação de açúcar invertido. O novo método não é tóxico, tem baixo custo e é mais fácil de ser separado do produto final.

Pesquisadores do Departamento de Tecnologia Bioquímico-Farmacêutica, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da USP, patentearam um novo método de imobilização de invertase - enzima usada no processo de produção do açúcar invertido. "Desenvolvemos uma nova maneira de reaproveitar várias vezes a invertase", comenta o professor Michele Vitolo, que juntamente com sua orientanda, Ester Junko Tomotani, patentearam o produto.

O açúcar invertido é uma mistura de frutose com glicose, e resulta da quebra das moléculas da sacarose - o açúcar comum, obtido da cana-de-açúcar. É muito utilizado pela indústria de alimentos, uma vez que a frutose tem mais capacidade de adoçar do que a sacarose.

"Nós imobilizamos a invertase em uma resina de troca iônica (tipo DOWEX(r))", explica o professor. Essa resina é um polímero orgânico, insolúvel em água, capaz de adsorver macromoléculas (no caso, a invertase) por meio de interação eletrostática. "Dizemos que as moléculas de invertase presas ao polímero (chamado de suporte ou carreador) encontram-se na forma imobilizada", conta Vitolo. "Com a invertase imobilizada, podemos utilizá-la várias vezes, sem nenhum tipo de perda".

Vantagens

A invertase imobilizada já é conhecida desde 1916 - e usada regularmente na indústria. Só que a fórmula comercial atual de maior uso traz invertase imobilizada em carvão ativo. "É um método eficiente, mas acreditamos que a imobilização em DOWEX(r) apresenta vantagens", comenta o professor. Uma delas é a facilidade em separar após a reação, geralmente por filtração, a invertase imobilizada do restante da mistura, sem deixar vestígios de resina no produto final (açúcar invertido). "Como as partículas de carvão ativo têm dimensões extremamente reduzidas, para evitar a presença delas no produto final torna-se necessário o uso de microfiltros - muito caros - ou realizar várias filtrações sucessivas, quando se empregam filtros comuns", diz Vitolo.

Para desenvolver esse método, o professor Vitolo e Ester Tomotani testaram vários tipos de resinas de troca iônica. "Foram testadas mais de vinte resinas com características distintas. Quatro ou cinco variedades de resina se mostraram favoráveis, mas a DOWEX(r) (tipos 1X2, 1X4 e 1X8) adsorveu 100% das moléculas de invertase", explica. "As vantagens dessa resina são a não toxicidade, o baixo custo, o amplo uso e a plena disponibilidade no mercado".

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