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SEÇÃO
Economia e Negócios
05/10/2004 - 10h05
O cliente e a cadeia de abastecimento
Paulo Sérgio Rodrigues e Claudia Domenici
 

Por muitos anos, o desenvolvimento da cadeia de abastecimento foi tratado de maneira isolada dentro das empresas, embora o seu pleno e eficaz funcionamento implique, além de fatores internos, numerosas questões externas à organização. O hermetismo inicial impediu que fossem solucionadas muitas das reivindicações dos clientes às empresas e também retardou o crescimento de vários mercados. Felizmente, o cenário está mudando.

Faz-se obrigatório hoje que todas as áreas de uma organização tenham estreito relacionamento, visando à solução de problemas comuns. A pressão da concorrência por todos os lados, a erosão dos preços face às sucessivas crises econômicas e o quase fim da lealdade às marcas são alguns dos itens que determinaram a necessidade urgente das organizações interagirem internamente com muito mais intensidade.

O fato é que gerenciar a cadeia de abastecimento com plena eficiência é extremamente difícil. Por isso, essa tarefa sempre foi sustentada pelas empresas de forma diferenciada. Além disso, o fato de esse sistema ter forte dependência de outras empresas e parcerias para a sua operação, o coloca sempre numa situação crítica. Assim, não é incidental que se concentrem exatamente nesse gerenciamento alguns dos maiores gargalos causadores de problemas nas empresas, como o famigerado excesso de estoques.

Os altos estoques afetam adversamente o fluxo de caixa e também o retorno de investimentos. Além disso, quando esse item é gerenciado de forma incipiente, vai engessando a organização e a incapacitando, assim, para agir frente às mudanças demandadas pelos clientes e consumidores finais. Na realidade, o excesso de estoque determina um distanciamento nas relações entre a empresa e seus clientes.

Não é complexo justificar a existência de estoques de produtos nas empresas. O principal motivo é que os clientes esperam ser atendidos rapidamente. Por conta disso, exigem de seus fornecedores a capacidade imediata de supri-los. Por outro lado, os produtos requerem tempo para ser fabricados. Para não correr riscos, as empresas preferem, muitas vezes, criar margem de excedentes de produção, para atender os clientes imediatamente após o pedido.

A adoção simultânea de iniciativas de visualização integrada de todas as partes da cadeia de abastecimento e a ativação de recursos de geração de informação para cada uma delas têm constituído o principal meio para se evitar elevados estoques. Este processo pode ser desenvolvido com a utilização integrada de soluções tecnológicas de gestão da cadeia de abastecimento e de relacionamento com o cliente.

Paulatinamente, a realidade vai demonstrando que a sincronização do estoque com a exigência do cliente tornou-se fundamental no desenvolvimento da cadeia de abastecimento. É um exercício mais do que necessário neste momento de retomada do crescimento econômico, no qual a eficácia das empresas na interação com toda a cadeia de abastecimento é estratégica e essencial para aproveitar ao máximo as oportunidades nos negócios.


Nota do Editor: Paulo Sérgio Rodrigues e Claudia Domenici são diretores da consultoria BearingPoint.

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