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Política
06/10/2004 - 08h03
Plataformas eleitorais estão envelhecidas
Benedito Mendonça - ABr
 

Os políticos brasileiros, em sua maioria, ainda não perceberam quais são os temas que atraem os jovens, como as questões do emprego, da qualidade do ensino e da capacidade profissional. A afirmação é do cientista político José Luciano Dias, do Instituto Brasileiro de Estudos Políticos (Ibesp), em entrevista ao NBR Manhã, noticiário da TV NBR.

Segundo ele, o eleitorado brasileiro é cada vez mais jovem, vive ainda um processo de rejuvenescimento e isso faz com que a memória política seja mais recente. "Temas como a ditadura, a democratização e a estabilidade econômica já perderam a relevância para esse público", acrescenta.

De acordo com Dias, olhando o quadro das plataformas dos candidatos brasileiros, observa-se que elas ainda incluem programas sociais e de ajuda aos mais pobres. "Programas típicos da saída do processo da redemocratização", afirma. Para o cientista político, quando se olha bem, percebe-se que o governo federal já tem programas sociais e o nível de atendimento das populações, mesmo no campo, é alto. Dessa forma, analisa, as plataformas ainda estão envelhecidas em relação às demandas que surgem, sobretudo, nos grandes centros urbanos.

José Luciano Dias diz que, do ponto de vista do eleitor, as periferias urbanas ainda estão sendo muito pouco contempladas pelas plataformas dos candidatos e isso interfere na participação política desses grupos que estão à margem das proposições formuladas pelos partidos. "Os índices de abstenção e não comparecimento são relativamente altos no Brasil para um país com voto obrigatório", afirma. E acrescenta: "isso reflete a alienação e desinteresse das pessoas pelo processo político porque a política não lhes diz nada".

Acompanhando as campanhas políticas no Brasil há mais de 10 anos, Dias acredita que falta uma certa profissionalização dessas campanhas e o próprio comportamento do político ainda deixa muito a desejar. Na sua visão, o político brasileiro ainda gosta de séquito, de pessoas que o acompanhem, de empregar parentes, de demonstrar poder e tem muito pouco interesse no apuro técnico de suas plataformas e de seus projetos de lei. "A política no Brasil ainda é muito pouco profissional. São raros os políticos brasileiros que têm uma abordagem profissional da política de fato, que usam técnicas, que estudam o assunto, que acompanham o que se faz no exterior".

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