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Ciência e Tecnologia
07/10/2004 - 08h21
Vacina nacional contra alergia de insetos
 
 

Pesquisadores do Instituto de Investigação em Imunologia (iii), em parceria com a Unesp (Universidade Estadual de São Paulo), campus Rio Claro, têm desenvolvido vacinas mais eficazes que as importadas, para o tratamento de alergias causadas por ferroadas de insetos, como vespas, abelhas e formigas. O tratamento oferece de 98% a 100% de eficácia.

Segundo Fabio Morato Castro, professor de Imunologia Clínica da Faculdade de Medicina da USP e pesquisador do iii, as vacinas disponíveis atualmente no mercado, produzidas nos Estados Unidos e Europa, são desenvolvidas com materiais coletados em países de clima frio, onde as espécies endêmicas de insetos são diferentes das existentes no Brasil, que apresenta clima quente.

Com isso, o uso dos extratos de venenos importados provoca reações colaterais desconfortáveis e até risco de choque anafilático para o paciente. Além disso, a reação imunológica esperada nem sempre ocorre. "As substâncias presentes no veneno de uma vespa européia podem não existir no veneno de uma vespa brasileira, por isso é necessário identificar o inseto agressor, coletar o veneno e preparar um antídoto padrão", explica.

O objetivo do iii é avançar no estudo de todas as proteínas que compõem os venenos dos insetos brasileiros da ordem Hymóptera, e preparar kits de diagnósticos mais precisos, além de kits de imunoterapia seguros e isentos de efeitos colaterais.

"Se antes precisávamos do inseto todo para obter a vacina, hoje é necessário apenas o veneno", comenta o cientista, que espera em curto espaço de tempo manipular geneticamente essas substâncias. "Além disso, estender a pesquisa na cura de outras doenças", prevê Castro.

O iii é considerado referência no diagnóstico e imunização de alergias causadas por insetos, na América Latina. Atualmente, o Instituto atende cerca de 70 pessoas, inclusive estrangeiros, através do Hospital das Clínicas, em São Paulo, e outras clínicas parceiras. Embora pouco divulgada, a ocorrência de picadas de insetos é muito comum no Brasil, onde o número de alérgicos gira em torno de 4 e 12%.

As alergias a insetos possuem diferentes níveis de reações, da formação de inchaço, vermelhidão, urticária, até ocorrência de taquicardia, sudorese, variação de pressão arterial, edema de glote, parada respiratória até um choque anafilático.

SOBRE O INSTITUTO - O Instituto de Investigações em Imunologia atua desde 2002 em uma rede virtual de laboratórios formada por 32 pesquisadores, de 10 instituições distribuídas em vários Estados, onde são desenvolvidos trabalhos nas áreas de tratamento de doenças alérgicas, transplante de órgãos, imunodeficiência, imunoterapia de tumores e vacinação. O iii constitui um dos 17 Institutos do Milênio, que visam apoiar o desenvolvimento de pesquisa científica e tecnológica em conjunto com o Ministério da Ciência e Tecnologia e o CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico).

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