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O agronegócio brasileiro, na contramão da crise e do baixo crescimento da economia, apresentou enorme avanço nos últimos anos, batendo sucessivos recordes de produção. As vendas externas de produtos agrícolas levaram a balança comercial do setor a obter excelente desempenho. A modernidade, eficiência e competitividade levaram o setor a ser considerado como o principal propulsor da economia nacional, respondendo por um a cada três reais gerados pelo país. Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento (Mapa) o setor é responsável por 33% do Produto Interno Bruto (PIB), por 42% das exportações e 37% dos empregos do país. Estima-se que o PIB do agronegócio brasileiro chegue a US$ 180,2 bilhões em 2004, contra os US$ 165,5 bilhões do ano passado. Entre 1998 e 2003, a taxa de crescimento do PIB do setor foi de 4,67% ao ano. No ano passado, as vendas externas de produtos agropecuários renderam ao Brasil US$ 36 bilhões, com superávit de US$ 25,8 bilhões. Neste ano, somente de janeiro a agosto, o superávit da balança comercial do agronegócio já soma US$ 22,8 bilhões. Não resta dúvida de que esse desempenho é resultado de investimento em novas tecnologias, aumento na área plantada e aperfeiçoamento das técnicas de plantio, cultivo e colheita. Além de adquirir máquinas e equipamentos modernos, muitos produtores vão ao exterior trocar experiências e verificar as tendências do mercado globalizado. Por isso, não é sem motivo que o campo é um dos grandes responsáveis pelos superávits da balança comercial brasileira. Além do complexo soja, estão na linha de frente as carnes, açúcar, café, laranja, algodão etc. As viagens técnicas a outros países, que vêm ganhando impulso entre os produtores rurais, são parte da estratégia de crescimento e agregam valor ao seu negócio, especialmente nos momentos mais críticos como decidir a venda e preço de sua produção. Cada vez mais, os produtores vão para os Estados Unidos, Canadá, Austrália, Argentina e outros países que são reconhecidamente líderes na produção de determinadas commodities ou detêm tecnologias avançadas. Na volta, trazem na bagagem dados financeiros, novas técnicas de produção e amplo conhecimento sobre as últimas tendências do setor. Para obter os melhores resultados, são contratadas empresas para a elaboração de roteiros especializados, com uma agenda técnica criteriosa e coordenadores que acompanham tudo passo-a-passo. Dependendo do país, um bom tradutor técnico é imprescindível para passar informações sobre produção, clima, solos e novas tecnologias aos grupos. Essas empresas precisam ter vasta experiência em agronegócio, conhecer o calendário de plantio, cultivo e colheita de cada um dos produtos, ter os melhores contatos com associações, produtores, analistas de mercado, cooperativas e universidades, para viabilizar a agenda técnica e, ao mesmo tempo, permitir a observação plena do negócio. Só desta maneira o grupo conseguirá realizar todas as visitas e estudos necessários. Não basta colocar o grupo no avião e acompanhá-lo ao exterior. É preciso, também, saber o momento ideal, o local mais adequado e selecionar os contatos no país escolhido, para realizar a viagem e cumprir os objetivos propostos. É inútil levar um produtor de laranja para conhecer plantações de trigo na Argentina ou um produtor de trigo aos laranjais da Flórida, nos EUA. O roteiro certo, na época certa, é o ponto de partida para que o agricultor volte ao Brasil com amplo conhecimento do negócio. A empresa que atua no segmento precisa se responsabilizar pela operacionalização, coordenação e acompanhamento dos participantes antes, durante e no retorno ao país e não pode esquecer de que a viagem alia estudo e turismo. A satisfação plena tem como base a excelência no atendimento. Nota do Editor: Marcio Moreno é diretor de Planejamento da Traveland Eventos e Incentivo, formado em Administração de Empresas pela FAAP e pós-graduado em Hotelaria e Turismo pela FGV-SP.
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