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Uma comparação de custo entre softwares mostra uma economia de 97% quando é utilizado software livre, em relação a softwares similares de propriedade privada. O dado está na pesquisa do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI), divulgada quinta-feira (07), que analisou 88 órgãos públicos que estão com seus sistemas em processo de migração de softwares privados para softwares livres. Segundo a pesquisa, que leva em consideração o período de setembro de 2003 até setembro de 2004, a utilização de software livre em 15 órgãos do governo federal gerou uma economia de R$ 28,5 milhões em licenças desde outubro de 2003, quando esse sistema começou a ser implantado nos órgãos. Segundo a ITI, além de reduzir os gastos com licenças e a remessa de royalties para o exterior, o software livre permite que os usuários se apropriem das tecnologias e incentiva o país a conquistar autonomia na área de tecnologia da informação. Hoje, 91 órgãos do Governo, entre eles todos os ministérios, já têm aplicações em software livre. Para Sérgio Amadeu, presidente da ITI, o que está em disputa é a possibilidade de países em desenvolvimento alcançarem autonomia na área de tecnologia da informação em relação aos países desenvolvidos. "Na verdade, o que estamos discutindo é modelo e política de desenvolvimento. Há aqueles que querem bloquear o desenvolvimento e bloquear a situação. Ao congelar essa situação, você congela o fluxo de riqueza", analisa Amadeu. Nos próximos meses um software livre de gestão e gerência, desenvolvido pelo Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), Itautec e a Universidade Católica de Brasília, será lançado para uso de administrações municipais que não tenham recursos para adquirir os softwares comerciais.
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