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Depois do arcebispo Renato Martino, ex-núncio apostólico da Santa Sé junto às Nações Unidas declarar apoio aberto aos transgênicos, agora foi a vez do membro da Academia Pontifica, Peter Raven, apoiar publicamente os organismos geneticamente modificados. "A biotecnologia ajudará a desenvolver um sistema agrícola mais produtivo que pode ajudar a solucionar o sério problema da fome mundial", afirmou o representante da Igreja Católica durante a conferência "Obrigações Éticas da Biotecnologia", ocorrida no final de setembro em Roma (Itália), conforme divulgou a Embaixada Americana no Vaticano. Raven disse ainda que negar o acesso à produção de organismos geneticamente modificados por razões políticas e econômicas é um "grave crime contra a humanidade", uma vez que as plantas geneticamente modificados "ajudam a preservar a biodiversidade e não apresentam riscos a saúde humana". No ano passado o Vaticano declarou apoio oficial aos transgênicos. A Igreja acredita que os alimentos geneticamente modificados (OGMs) são a solução para acabar com a fome mundial, maior problema causado pela globalização, segundo a instituição. O "sim" da Igreja aos alimentos geneticamente modificados, de acordo com os eclesiásticos, é em nome da justiça e solidariedade: eles devem ser acessíveis à população pobre do planeta, seguindo os critérios éticos de comercialização e segurança.
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