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A Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação (SESu/MEC) criou um comitê gestor para estudar políticas de acesso e permanência do estudante no ensino. A atribuição prioritária do grupo é realizar um estudo e apresentar projeto para a implantação da bolsa-permanência. O recurso mensal será distribuído para estudantes universitários carentes, com o objetivo de garantir-lhes condições de conclusão do curso. "Para possibilitar o acesso à educação superior, estamos estimulando o aumento de vagas e criando novas universidades públicas. Isso sem contar com o Programa Universidade Para Todos, que garantirá vagas gratuitas em instituições particulares", explica o secretário de Educação Superior, Nelson Maculan. Ele destaca, porém, que oferecer a vaga ao estudante carente não resolve totalmente a questão. "O problema só será atacado, em sua totalidade, se oferecermos condições para esse aluno estudar. Ele precisa de recursos para despesas como moradia, alimentação, transporte e livros", garante o secretário. O comitê, formado por consultores e servidores do MEC com experiência na temática de exclusão e diversidade, é coordenado pela historiadora Deborah Santos, liderança negra que já coordena os trabalhos de criação de um banco de dados sobre ações afirmativas na educação superior. O comitê gestor já está realizando uma espécie de diagnóstico da situação de estudantes carentes nas instituições de educação superior. "Vamos mapear, levantar dificuldades, compreender e replicar experiências exitosas", afirma Alayde Sant’anna, chefe de gabinete da SESu/MEC.
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