À espreita
Luiz Moura |  |
Essas antigas terras de Coaquira, pedaços do que resta da Mata Atlântica adentrando o oceano, são abrigos para as mais variadas espécies de aves. Na multiplicidade, temos o diferencial. Se os “donos do pudê” tivessem capacidade técnico-administrativa e conhecimento, há muito teriam criado uma equipe multidisciplinar com o objetivo de estudar e propor ações para fomentar o que propalam ser a “vocação” do município. (Dariam especial atenção ao ecoturismo.) A observação de aves é um dos segmentos mais promissores, mas o que acompanho, em um pretenso incremento, é a concretização da expressão “Uma andorinha só não faz verão.” Há quem diga que Ubatuba está para a observação de aves assim como o Hawaii está para o surfe, e desperdicar esta potencialidade é inconcebível. Eu tenho a impressão que os “enganadores de plantão”, a exemplo da imagem acima, querem mais é que as aves lhes sirvam de banquetes.
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