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15/10/2004 - 20h12
Aula com a vovó, o exercício do respeito
Marina Domingos - ABr
 
 
José Cruz / ABr 
  Professora Marilene Abel, de Caraguatatuba (SP), ensinou a seus alunos a respeitar e amar os idosos.

Escravos de Jó, mamãe-da-rua e pique-esconde são jogos que as crianças de hoje não brincam mais. Mas foi com essas brincadeiras do tempo da vovó que as crianças da primeira série do ensino fundamental da Escola Municipal Professora Maria Aparecida Ujio, em Caraguatatuba (SP), aprenderam a valorizar o convívio com os idosos.

"Quando puxei o assunto do idoso, do avô ou da avó, muitos não tinham o convívio e, mesmo os que tinham, sempre tratavam os idosos como velhos chatos", explica a professora Marilene Mendonça Abel, de 45 anos, autora do projeto "Anjos de Prata".

Marilene, que leciona há 12 anos em classes de alfabetização, apresentou aos alunos uma nova oportunidade de aprender com a experiência dos mais velhos. Ela chamou os pequenos a participar do projeto para que pudessem visitar asilos, observar como era a vida de uma pessoa mais velha e suas dificuldades. O objetivo era tentar mudar a forma como eles encaravam os idosos. "Eles tinham que entender um pouco sobre esse idoso de que falavam. Por que eles eram chatos? Ou será que eles eram chatos mesmo?", ressalta a professora.

Segundo Marilene, as crianças passaram a pesquisar o tema dos idosos em livros e revistas. E também a convidar vovôs e vovós a participarem das aulas, ensinando curiosidades sobre a natureza e o tempo, o passado da cidade, receitas de bolinhos etc. A preocupação delas com a saúde dos idosos ficou tão séria que começaram a descobrir quais eram as principais doenças e suas causas.

"Tinha a avó da bengala. Por que ela estava daquele jeito? Tivemos que fazer visitas ao posto de saúde para saber os tipos de doenças que ocorriam com mais intensidade", lembra. Ao longo do tempo, os velhos passaram a não ser considerados tão chatos como eram antes. Pelo contrário, acrescenta a professora. "Era difícil não ver uma criança se divertindo ou aprendendo com as histórias da vovó Índia ou com as receitas da vovó Lili. Depois de um tempo, todos eram apenas vô e vó", revela Marilene.

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