Onde foi parar meu olhar Que brilhava quando via As onze - horas desabrocharem? Onde foi parar minha perna torneada Que não tinha veia exposta Hoje dores de varizes parecidas mortas? Onde foi parar o sorriso que Eu tinha no prato do meio-dia Olhando bonecas feitas de espigas de milho? Onde deixei amortecer as horas Em que sorria sem horas no dia Sem sentir que passos um dia Seriam trôpegos nas calçadas desavisadas? Onde? Onde deixei planar A inocência que não sabia Se seria aurora, se haveria o dia? Onde deixei meus passos Transformarem meus dias Meu corpo, meu sorriso, Meu olhar... Das bonecas feitas de espigas de milho? Onde? Não sei! Nota do Editor: Lourdes Moreira (proflourdesmoreira@uol.com.br) é professora da Rede Municipal e Estadual de Ubatuba.
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