Um dia desses, a caminho de um de meus clientes, comecei a observar efetivamente aquela multidão em meio à avenida Paulista. Neste ínterim, ao mesmo tempo que caminhava, fitava os olhos diante daquela enorme avenida. Com um outro olhar e com a alma mais leve, percebia as pessoas que estavam ao redor... De todas as cores, raças, credos e culturas. Uma miscigenação linda que nos faz “ensinar e aprender”. Pude ainda, sentir diferentes aromas, texturas e cores que denomino de novas descobertas... Que neste contexto e no corre-corre do dia-a-dia, jamais vira. Nesta caminhada, tive a oportunidade de decantar de forma prazerosa, uma xícara de café fumegante, uma das bebidas mais antigas e tradicionais de todos os séculos, enquanto desesperadamente pessoas fechavam novos negócios em seus laptops. Continuando esse percurso, próximo aos arranha-céus, deparei-me com uma das maiores cidades do Mundo, considerada a 14ª cidade mais globalizada do planeta e com aproximadamente 11 milhões de habitantes, sendo então, o principal centro financeiro, corporativo e mercantil da América Latina. Por outro lado, fez-me retomar a minha infância tranqüila, que depois da tão mencionada abertura de mercado, hoje, vorazmente somos acometidos pelo tempo, pelo mundo virtual, redes formais e informais e mobilidade nas carreiras. É isso mesmo... A mudança nunca esteve tão presente em nossas vidas, ela se instala em todos os ambientes, eu arriscaria dizer ainda, na nossa alma, no planeta, em todos os continentes, nos relacionamentos e nas organizações. Aparece ainda, no cenário macro-econômico, social, político, ambiental, no judiciário, em fusões e aquisições, como tendências, no novo perfil do consumidor etc. Esse processo, ainda não utilizado na íntegra pelas organizações, é conhecido como “Gerenciamento da Mudança” ou “Change Management”, que podem ser tocadas de forma sutil ou intensa, trazendo grandes benefícios se utilizadas elegantemente. Porém, se não orquestrada corretamente, poderá provocar revoluções, trazendo um ambiente hostil e um cenário de consternações, devaneios e loucuras. Então, como operar essas mudanças? Esse é o grande desafio dos CEOS, o de recombinar de forma criativa os cinco elementos da Arquitetura Organizacional (Processos, Redes, Estrutura, Cultura e Pessoas), respeitando o seu DNA com equilíbrio e serenidade. Utilizar-se da clareza na comunicação e transparência dos fatos com sabedoria. É a capacidade de dizer a verdade com firmeza, mesmo o que ainda não se sabe! Nota do Editor: Luciana Botelho é consultora de RH, Luciana é Sócia da Clarz Management – Consultoria de Estratégia & Negócios Globais. Pós-Graduada em Administração de Recursos Humanos e MBA em Gestão Executiva de RH, atua nas áreas Organizacional e Acadêmica há mais de 15 anos com importantes passagens em empresas multinacionais, desenvolvendo projetos nacionais e internacionais nas áreas de Gestão, Comportamento Humano e “Change Management”.
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