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SEÇÃO
Economia e Negócios
01/07/2009 - 16h09
Aniversário do Plano Real
Marcos Crivelaro
 

O que comemoramos no dia 1º de julho? Quem está na faixa dos 30 aos 40 anos deve lembrar-se do dragão da hiperinflação. Ele começou a ser combatido há 15 anos durante o governo do presidente Itamar Franco (via uma medida provisória) e do Ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso (intitulado como pai do Plano Real), quando foi instituída uma nova moeda, o Real.

Tivemos oito moedas diferentes na República, a partir de 1942: Cruzeiro, Cruzeiro Novo, Cruzeiro, Cruzado, Cruzado Novo, Cruzeiro, Cruzeiro Real e Real. Vamos comparar o passado e o presente nos seguintes pontos:

- Inflação: a taxa de inflação que na véspera do lançamento do Plano Real, em junho de 1994, estava ao redor de 50% ao mês, baixou para taxa mensal em torno de 1,7% nos primeiros seis meses de 1995. Segundo a pesquisa Focus, a projeção para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 4,33% para 4,39%. O índice é usado no regime de metas de inflação, cujo centro é de 4,5% para este ano. Para 2010, a média das previsões para o IPCA foi mantida em 4,3% pela terceira semana seguida. O centro da meta da inflação para o ano que vem também é de 4,5%.

- Câmbio: durante essa trajetória de evolução do Plano Real, o Brasil adotou o câmbio flutuante, permitindo que o valor da moeda nacional oscile de acordo com a lei da oferta e da procura em relação ao dólar. De 1999 até o início de 2001, o Banco Central não interveio no controle, mantendo a flutuação limpa. A partir de fevereiro de 2001, quando o dólar ultrapassou a faixa de dois reais, o BC passou a intervir no mercado de moedas. O dólar barato quebrou milhares de empresas e milhões de empregos nas cidades e nos campos. Hoje ainda nos preocupamos em descobrir qual é a faixa adequada para o dólar. Estima-se que o dólar deva variar entre R$ 1,90 a R$ 2,20.

- Estabilidade: os efeitos colaterais para a manutenção da estabilidade econômica foram o corte em investimentos sociais e em infraestrutura, as privatizações e a elevação da carga fiscal - esta saiu de um patamar de 20% para quase 40% do PIB. No período de janeiro a dezembro de 2007, a carga tributária atingiu 35,54% do PIB, passando para 36,18% no período de abril de 2007 a março de 2008, para 36,56% durante o ano de 2008, e para 36,46% do PIB nos últimos doze meses.


Nota do Editor: Marcos Crivelaro é professor PhD da FIAP e da Faculdade Módulo, especialista em matemática financeira e consultor em finanças. Coautor do livro "Como sair do vermelho e tornar-se um investidor de sucesso".

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