28/08/2025  23h27
· Guia 2025     · O Guaruçá     · Cartões-postais     · Webmail     · Ubatuba            · · ·
O Guaruçá - Informação e Cultura
O GUARUÇÁ Índice d'O Guaruçá Colunistas SEÇÕES SERVIÇOS Biorritmo Busca n'O Guaruçá Expediente Home d'O Guaruçá
Acesso ao Sistema
Login
Senha

« Cadastro Gratuito »
SEÇÃO
Educação
11/07/2009 - 15h05
Sem medo de ousar
Luiz Gonzaga Bertelli
 

Há algumas décadas, o diploma de uma boa faculdade bastava para que o recém-formado encontrasse uma oportunidade de emprego. Geralmente surgia mais de um convite e o novo profissional optava pela melhor colocação ou remuneração. Hoje o cenário é outro, cheio de condições adversas para quem pretende ingressar no mercado de trabalho sem experiência profissional: crise internacional, corte de gastos e competitividade. Uma das saídas encontradas pelos jovens é o investimento no empreendedorismo – termo que nasceu na França, entre os séculos 17 e 18 e deriva da palavra “entrepreneur”, que significa “aquele que realiza”. Segundo pesquisa da Global Entrepreneurship Monitor, o jovem brasileiro é o terceiro mais empreendedor do mundo, em um ranking de 43 países estudados. No Brasil, do total de empresários, 25% são novos empreendedores, atrás somente do Irã (29%) e da Jamaica (28%).

Esses números poderiam ser ainda maiores se as escolas brasileiras estimulassem a cultura do empreendedorismo entre os alunos. As grades curriculares não estão adequadas à realidade do trabalho. Em um estudo da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Fierj), realizada com estudantes do ensino superior, 73% disseram que não sabiam como obter um financiamento bancário, 57% desconheciam que muitas universidades contam com incubadoras de empresas – uma eficiente alavanca para iniciar o próprio negócio – e a maioria nunca discutiu em sala de aula cases de sucesso de empreendedores.

Claro que o aumento de jovens à frente dos negócios é um dado bastante positivo. Eles aprendem rápido a anteciparem os problemas, são criativos ao apresentar soluções e não têm medo de ousar. Abrir uma empresa, para esses jovens, foi a maneira encontrada para fugir do desemprego e construir uma carreira de sucesso. Como empreendedores, eles criam suas próprias vagas, além de novos postos de trabalho para terceiros, participando ativamente do desenvolvimento do país e da melhoria da empregabilidade.

Com um histórico de 45 anos de inserção de jovens no mercado de trabalho, o CIEE sempre defendeu a necessidade de estimular o espírito empreendedor dos estudantes, oferecendo gratuitamente palestras e cursos de Educação a Distância que trabalham esses conceitos, que infelizmente estão ausentes nas escolas. Por isso, o CIEE também defende o estágio como modalidade para transmitir a cultura empreendedora nos jovens. Os conhecimentos adquiridos nessa fase do processo educacional podem ser a porta de entrada para um futuro de liderança e dedicação no mundo dos negócios, seja no comércio ou na indústria. A oportunidade de vivenciar na prática experiências que os estudantes terão mais à frente servirá sobremaneira para a formação profissional, encorajando-os a tentar, fazer e agir. O otimismo dos números da pesquisa da Global Entrepreneurship Monitor mostra que o Brasil caminha para uma vida cada vez mais próspera. Talento não falta. O que precisamos é incentivar e criar condições suficientes para que, cada vez mais, os jovens se sintam seguros para ousar.


Nota do Editor: Luiz Gonzaga Bertelli é presidente executivo do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) e diretor da FIESP.

PUBLICIDADE
ÚLTIMAS PUBLICAÇÕES SOBRE "EDUCAÇÃO"Índice das publicações sobre "EDUCAÇÃO"
30/12/2022 - 05h38 Férias escolares
12/12/2022 - 05h34 Quadrinhos, charges, poemas
09/12/2022 - 05h30 Cinco erros ao ensinar finanças aos filhos
07/12/2022 - 06h06 Alfabetização com letra de forma
23/11/2022 - 05h38 Museu reúne arte, ciência e tecnologia em Brasília
18/11/2022 - 05h57 Conheça as etapas de preparação para o Enem
· FALE CONOSCO · ANUNCIE AQUI · TERMOS DE USO ·
Copyright © 1998-2025, UbaWeb. Direitos Reservados.