Quisera eu, Ter a sabedoria dos mestres, Para entender o sentido do que se faz Intangível por conveniência e presunção, Sendo apenas privilégio de poucos... Quisera eu, Ter o poder de aniquilar a desigualdade, o preconceito, o desancar e o abandono, Que acompanha os miseráveis impiedosamente desajudados. Quisera eu, Ter a supremacia para exterminar a luta armada! Recomeçando do nada, resgatando tantas perdas Que a memória não perdoa... - Reescrevendo a história! Quisera eu, Ter a perseverança do Insígne, Que se torna altivo, quando em desagravo não se omite, Conscientiza e aplica! Sendo o Mister pra fazer e distribuir Justiça! Quisera eu, Ter o dom da envolvente palavra que adoça e acalenta, Sem a pugna desgastante A desviar-me dos imorais conflitantes, Extinguindo dores e desafetos.
Enfim... Quisera eu, Ter a perfeição da fala, Fazendo me entender e se estender com excelsa maestria. E assim, agir em cada linha, Em toda frase, feito uma sublime magia a resgatar o que se perde pela vida... Transformando letras e versos, Na mais doce poesia. Nota do Editor: Elizabeth Misciasci (www.jornalista.eunanet.net) é jornalista, escritora humanista, pesquisadora, presidente do Projeto zaP! e editora Executiva da Revista zaP.
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