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Poesias
16/07/2009 - 11h03
Ingratidão
Elizabeth Misciasci
 

De um pequeno espaço,
fiz meu mundo minha morada.
Lá, inexistia o impossível,
e em cada tropeço de uma difícil jornada,
supria barreiras, inexistia o NADA!

Mas o destino foi meu confidente,
nas falas alternadas
com pronúncias amarguradas
fez-me dele consciente...
Do quanto eu estava enganada!

Honrei a vida nesta caminhada,
paguei com dor a jura sacramentada.
Amei cada ser humano...
Amor de quem se faz devotada!

Busquei consumar as promessas,
a hora transformava em festa...
Felicidade ofertada expressa,
ciente, de que quem precisa tem pressa!

Do frio fiz caldear feito brasa,
preservei o sagrado da sesta.
Delatei o lado mal da surpresa
e com discrição e reserva,
também fui firme, presente
em todo momento de treva.

Tristeza me trouxe a verdade,
aquela que vem como desgosto,
encontrada na realidade
descontínua do lado oposto.

Sentimentos que tornei apregoado,
foi cruel o que de mim foi roubado...

Seguindo com a transparência
de quem acredita, com toda a clemência,
no que não quer desvendar...
Alimentei a incoerência.

Desinteresse do "rew" nas fitas...
Pra que vasculhar outras vidas?
Se o futuro é estrada, é o caminho,
e pra frente é que deve-se andar!

Enfrentando esta minha empreitada
encontrei mágoas, fui afrontada!
Inimagináveis as dores guardadas,
nem com “Del” ou “Pause”,
podem ser esquecidas... Apagadas!

Degustei de diversos sabores,
aprendi que valem mais os favores,
se as páginas da cumplicidade
sem temores, são rasgadas...

Não permitir lágrimas derramadas,
ou abatida enxugá-las,
às vezes não vale nada,
e indiferente se faz...

Me senti abandonada...
Irreversível é o que se guarda no peito
pois não cai no esquecimento,
a dor da alma decepada...

Quanta estima e apreço,
por este estilo paguei alto, teve preço...
Num mundo pequeno
que era pra mim tão imenso...
Naquele em que fiz morada,
vi que o TUDO era um NADA,
me senti desenganada.

Assim conheci, o mais cruel lamento,
que estraçalha qualquer coração...
Do que é feito o sofrimento,
e a perfídia... Da Ingratidão.


Nota do Editor: Elizabeth Misciasci (www.jornalista.eunanet.net) é jornalista, escritora humanista, pesquisadora, presidente do Projeto zaP! e editora Executiva da Revista zaP.

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