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Economia e Negócios
16/07/2009 - 18h10
Por que investir no Tesouro Direto
Robson Queiroz
 

No último mês de maio, 2.563 pessoas se cadastraram no Tesouro Direto, elevando o total de investidores para 158,5 mil. Quando comparado ao mesmo mês de 2008, o volume representa um aumento de 33,6%. Somente este ano, 12.639 investidores já ingressaram no sistema. Apesar da forte trajetória de crescimento, esta ainda é uma alternativa de investimento pouco conhecida e explorada. Para se ter uma idéia, o volume financeiro investido é de apenas R$ 2,8 bilhões. Apenas como base de comparação, no caso dos fundos de renda fixa e referenciados DI, o estoque de recursos, até o último dia 17, soma R$ 537,9 bilhões. Ou seja, a modalidade ainda representa 0,5% do total de recursos aplicados nos fundos com perfil conservador.

O grande desafio é desmistificar a aplicação para o investidor pessoal. Primeiramente, ele precisa se acostumar com o sistema. Entender a dinâmica também é mais complicado para aqueles que, até hoje, apenas investiram em poupança ou fundos adquiridos diretamente pelo banco no qual possui conta corrente. Para este investidor, principalmente, é preciso levar informação.

O primeiro ponto que precisa de esclarecimento é que, apesar de chamar “Tesouro Direto”, a transação precisa ser intermediada por uma instituição devidamente credenciada como agente de custódia. Para investir neste seguimento é preciso abrir uma conta junto à corretora e, posteriormente, solicitar o cadastramento e receber uma senha para atuar no Tesouro Direto.

Na hora de escolher os títulos, o leque de opções é grande. O investidor pode escolher entre os papéis que acompanham os índices de inflação, os indexados à taxa Selic e os prefixados. A escolha do melhor papel depende do momento e do objetivo do investidor. As Notas do Tesouro que acompanham os IGP-M ou o IPCA, por exemplo, são ótimas opções para quem quer garantir o poder de compra e rentabilidade acima da inflação. Já quem prefere acompanhar a trajetória da Selic pode optar pelas LFT. E, para aqueles que querem saber hoje quanto irão receberá amanhã, há várias opções de LTN e NTNF.

É preciso também se informar sobre as taxas. Há três diferentes taxas cobradas nas transações do Tesouro Direto. A cada título adquirido, é cobrado 0,10% de taxa de negociação e a taxa de custódia de 0,30%, ambas da BM&FBovespa. O agente de custódia também trabalha com uma taxa anual. Neste caso, os valores são variáveis de acordo com o agente. Há taxas de 0% a 4% ao ano.

Além de aprender como operar o Tesouro, é preciso esclarecer que o título é o mesmo que o banco ou a asset adquire para incluir na carteira dos fundos. A diferença é que o investidor irá controlar a própria carteira. Outra grande dúvida é com relação à liquidez desses papéis. Este é um dos pontos mais questionados por aqueles que se interessam em aplicar parte de seus recursos nestes papéis. O Tesouro realiza leilões todas as semanas para recomprar os papéis caso o investidor precise dos recursos.

Para os investidores que já possuem conta em uma corretora de valores, o caminho para aplicar em títulos públicos via Tesouro Direto é mais curto e mais tranqüilo. Na maioria das vezes, este investidor está mais habituado a gerenciar a própria carteira. No entanto, mesmo assim, ainda há um grande espaço para crescimento e diversificação.

No cenário atual, uma série de fatores favorece o aumento da procura por este tipo de aplicação. O primeiro, sem dúvida, é a trajetória de queda de juros da economia. Pela primeira vez, estamos com uma taxa real inferior a dois dígitos, o que favorece a busca por investimentos que ofereçam rentabilidade mais atrativa. Além disso, trata-se do investimento com menor risco do mercado. Ou seja, é uma ótima opção para renda fixa, tanto para investidores que não querem correr risco como para aqueles que precisam diversificar as carteiras.

É importante ressaltar que não se trata de ganhar território hoje ocupado pelos fundos de investimento. Os fundos continuam, e irão continuar, entre as principais opções para aqueles investidores que não gostam e não querem gerenciar diretamente a carteira, que precisam e gostam de liquidez diária. A questão é conquistar uma grande parcela de investidores que não conhece este modelo e os seus pontos positivos. E, no cenário atual, ponto positivo é o que não falta para o Tesouro Direto.


Nota do Editor: Robson Queiroz é diretor comercial da SLW Corretora de Valores.

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