Minha alma é doce como a vida, mas vive amarga como a realidade e por ter tantos amores, sente tanta saudades sendo uma rosa perfumada em seu jardim, um fruto adocicado inda verde de vontade. Meu corpo tem a alma de que precisa e com ela é semente germinada sem a chuva que custosa o maltrata querendo ir-se sem lhe deixar brotar a vida. Meu discurso não possui qualquer palavra, apenas letras vazias e desencontradas como se a vida fosse o meu maior martírio achado. E sendo alma e corpo, corpo e alma, hei de amar como dois e viver como um, caçando o outro que me prover a outra metade. Nota do Editor: Paulino Vergetti Neto é de Maceió (AL) e mantém o blog paulinovergettineto.blogspot.com.
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