Todos os meses, grande parte da população se desdobra para equilibrar o orçamento e sair do vermelho. E essa é uma situação que independe de crise e está mais ligada ao comportamento consumista do ser humano. A opinião é do coordenador de tecnologias e professor de economia da UNINOVE, Omar Cesar Pontes Júnior. De acordo com ele, somos direcionados às compras a todo momento e em todos os lugares. "O apelo é muito grande, mas é preciso resistir, procurar preço, pedir desconto e acima de tudo, avaliar se aquele produto é realmente necessário" diz. Para o especialista, o cartão de crédito e o cheque especial costumam ser os grandes vilões do orçamento familiar. "As pessoas costumam incorporar o limite do cheque ao orçamento e acabam pagando fortunas aos bancos", salienta. Ele lembra ainda que os gastos do cartão devem ser controlados para que no final do mês sobre dinheiro para pagar o valor total da fatura. "Refinanciar significa pagar juros de mais de 12% ao mês e entrar numa situação muito perigosa", observa. Para quem já se enrolou no cheque especial ou no cartão ele dá algumas dicas: verifique a taxa do empréstimo pessoal (em geral entre 5% e 6% ao mês); verifique se a empresa onde você trabalha oferece crédito consignado; refinancie seu carro (juros em torno de 2%) ou venda o seu e compre outro financiado (juros entre 1,5% e 2%). Se a opção escolhida for a compra de um carro parcelado, segundo o professor, também é importante averiguar as promoções das concessionárias que, em geral, oferecem taxas convidativas para a compra de carros novos. Além disso, ele diz que pesquisar e pedir desconto sempre compensa, principalmente em compras com valor agregado alto. E o mais importante, não se esqueça de calcular se o valor da parcela e ver cabe no seu orçamento.
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