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A prisão de mais de sessenta pessoas, envolvidas em fraudes pela web, (Operação Cavalo de Tróia, desenvolvida pela Polícia Federal) é uma ponta do imenso "iceberg" dos golpes e ameaças contra pessoas físicas e jurídicas a partir da (in) segurança das informações, pelo uso arriscado dos meios informáticos. Quem afirma é o presidente do Comitê de Segurança Empresarial, da ABS - Agência Brasil de Segurança, Carlos Paiva, que complementa: "Pessoas físicas também correm risco e não raro, expandem esse risco usando micros na empresa!" No atual contexto da economia, informação constitui-se num valioso ativo das organizações. Protegê-la é um desafio a ser enfrentado por medidas antecipativas, voltadas ao controle da classificação, do trato, manuseio e guarda de informações, que por sua natureza gerem riscos por sua disseminação ou acesso indevido ou criminoso. As implicações decorrentes da não aplicação de mecanismos de proteção, causam enormes prejuízos financeiros e econômicos as organizações, além do risco de medidas judiciais e danos à imagem, quando da não adoção de medidas protecionistas, que acabem por permitir a obtenção dessas informações, já que eventuais prejudicados podem buscar na justiça reparação pelos danos causados por ações/omissões. Segundo ele, a segurança das informações, insere-se num amplo contexto de segurança integral, onde a concepção de segurança passa pela atualização e constante adequação a novos riscos e ameaças. Empresas e organizações de todos os setores vem sofrendo os danos decorrentes de ações criminosas na busca de informações sensíveis, e isso agora chega a massificação pelo ataque a pessoas físicas, com fraudes de milhões de cruzados... Para ele, empresas e pessoas devem estabelecer uma "política de segurança", calcada em prevenção e no uso racional e seguro dos meios informatizados. A cultura de segurança deve ser disseminada, a exemplo de proteger-se nas ruas contra a violência, é interessante perceber que os micros também são "alvos" para criminosos, seja em casa seja na empresa! Paiva, professor e conferencista na área de segurança corporativa, com quase 30 anos de atuação em segurança empresarial, assinala que os golpes tipo "bilhete premiado", são agora aplicados também pela web. Explorando a curiosidade e a "síndrome do Gerson", "de levar vantagem" dos incautos estimulam-os abrir arquivos para ver fotos picantes; aceitam mensagens que informam que está sendo traído; promoções para ganhar carros e viagens, inscrições em "reality-show" e outras modalidades criminosas, variações de golpes criminosos que já foram abordados há três décadas por Don Parker, no livro "Crime por Computador".
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