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SEÇÃO
Economia e Negócios
02/11/2004 - 10h30
Lucro das empresas nem sempre é o que parece
Pedro Fabri
 

As empresas querem obter lucros e as pessoas querem gastar menos. Mas, entre esses dois objetivos existem várias dificuldades. Impostos, taxas, contribuições e obrigações adicionais que fazem com que os preços subam e a população tenha a impressão de que as empresas estão ganhando cada vez mais.

Quando se compra um produto, desde uma caneta, até uma passagem aérea a primeira reação de muitos é reclamar do preço. A segunda é perguntar porque mesmo numa fase de mercado aquecido, as empresas não conseguem baixar seus preços, pelo contrário, é só a economia dar sinal de evolução que os preços acompanham este crescimento. Pedro Fabri, contador, economista e diretor da Flaumar Assessoria Empresarial acredita que muitas vezes as empresas não vêem outra saída a não ser o ajuste do preço de seus produtos.

Este ano, principalmente nestes últimos meses, as manchetes dos principais jornais e revistas noticiam o grande crescimento das indústrias. "Mais que justo associarmos este crescimento com o aumento também dos lucros. Na realidade não é tão simples assim" afirma Pedro. Este aumento de produção das indústrias traduz um maior volume de negócios, o que não quer dizer mais lucros, pois atualmente não só a indústria, mas também o comércio e o setor de serviços trabalham cada vez mais e ganham cada vez menos. "Com o mercado extremamente competitivo, a margem de lucratividade fica reduzida", explica Pedro.

Outro fator responsável pelo achatamento dos lucros é a alta carga tributária o famoso "Custo Brasil", já que boa parte da receita das operações negociais é destinada ao pagamento de impostos, ou seja, a contribuição exigida pelo governo para as empresas aumenta a cada ano, e, se o empresário precisa tirar uma parcela do preço do produto para pagar os tributos e encargos, isso faz com que o lucro diminua.

"Mais uma vez fica evidenciado que as empresas necessitam de mais controle e bom planejamento tributário para vencer estas dificuldades. A rapidez e a precisão das informações gerenciais é que orientam e corrigem as rotas de um bom planejamento estratégico, tão necessário para a obtenção dos lucros, que garantem a saúde e a continuidade das empresas", conclui Pedro.


Nota do Editor: Pedro Fabri é contador, economista e diretor da Flaumar Assessoria Empresarial, que há 40 anos oferece serviços na área contábil e tributária.

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