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Enganou-se quem achava que o mundo estava livre de Osama Bin Laden. Fita divulgada pela rede de TV Al Jazeera traz novas ameaças do fanático político-religioso. Jaime Pinsky, autor de "Faces do Fanatismo", analisa as declarações: Segundo Jaime Pinsky, historiador, doutor e professor livre docente pela USP e Unicamp, o vídeo de Osama Bin Laden divulgado neste final de semana, pode favorecer a reeleição do presidente Bush nos Estados Unidos. Para o pesquisador, que acaba de lançar o livro "Faces do Fanatismo" (Ed. Contexto), as declarações do terrorista fará o eleitor americano temer ainda mais por sua segurança e isto o fará optar pelo candidato, cujos métodos serão ainda mais ostensivos na guerra contra o terror. "Bush pode até errar o alvo mas não hesita em atirar e causar grandes estragos. Kerry pode ser um ótimo atirador, porém as pessoas temem que ele não puxe o gatilho na hora H", resume Pinsky. Para ele, as ameaças de Bin Laden não devem interferir nas relações políticas internacionais. "Ele é um inimigo público. Suas idéias não representam o pensamento dos árabes, nem dos muçulmanos. Como qualquer criminoso, este fanático deve ser perseguido, preso e responder por seus atos", sentencia. Em sua obra recém-lançada, Pinsky explica que o termo fanático foi cunhado no século XVIII para denominar pessoas que seriam partidárias extremistas, exaltadas e acríticas de uma causa religiosa ou política. O grande perigo do fanático consiste exatamente na certeza absoluta e incontestável que ele tem a respeito de suas verdades. "Bin Laden é um exemplo clássico de fanatismo político e religioso", reforça Jaime Pinsky.
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