20/03/2026  10h45
· Guia 2026     · O Guaruçá     · Cartões-postais     · Webmail     · Ubatuba            · · ·
O Guaruçá - Informação e Cultura
O GUARUÇÁ Índice d'O Guaruçá Colunistas SEÇÕES SERVIÇOS Biorritmo Busca n'O Guaruçá Expediente Home d'O Guaruçá
Acesso ao Sistema
Login
Senha

« Cadastro Gratuito »
SEÇÃO
Lançamento
16/11/2004 - 13h22
A história e as lendas que cercam os afrodisíacos
 
 

Por que algumas plantas e pratos da culinária são considerados afrodisíacos? Essa é a questão discutida no livro No Rastro de Afrodite - Plantas Afrodisíacas e Culinária (Editora Senac São Paulo e Ateliê Editorial), escrito pelo botânico Gil Felippe. O autor analisa 400 espécies e mostra as razões pelas quais elas são consideradas afrodisíacas, além de apresentar algumas receitas culinárias que podem despertar os sentidos.

Afrodite, a deusa do amor, que emergiu do oceano em uma concha e abandonou o mar nas praias de Chipre, fazia uma planta nascer apenas com o toque de seus pés - o primeiro vegetal a surgir em seu rastro foi a romã. Com o tempo, as plantas criadas pelo dom da deusa passaram a ser veneradas como dádivas de Afrodite aos homens e conhecidas como espécies afrodisíacas. Essa é a lenda que se criou em torno de frutos, caules, bulbos e raízes que, cientificamente ou nas crenças populares, são considerados afrodisíacos.

Gil Felippe, Ph.D. em botânica (fisiologia vegetal) pela Universidade de Edimburgo (Escócia), se debruça em estudos de botânica para analisar cada uma das espécies de vegetais, mostrando sua origem, denominação, gênero, família e uso na culinária, na perfumaria ou medicina. Discorre também sobre as lendas e crenças populares que cercam essas plantas, além de mostrar receitas culinárias reunidas por ele durante os anos em que morou no Reino Unido e também depois, na volta ao Brasil. Algumas das receitas já foram testadas por Felippe e outras foram recolhidas de amigos e de livros e jornais.

Em um texto bem humorado, de um admirador da botânica e da culinária, Gil Felippe demonstra ainda quais plantas podem realmente ser consideradas afrodisíacas pela ciência, elenca as substâncias que contêm e os efeitos que provocam no ser humano, narrando as curiosidades e a origem dessas espécies. Por fim, um caderno de aquarelas, produzido pela artista plástica Maria Cecília Tomasi, apresenta o desenho de plantas e flores, como abóbora, carambola e maçã, cujas lendas apontam suas propriedades afrodisíacas. O leitor encontra também um índice com o nome científico e popular dos vegetais analisados ao longo de suas 312 páginas.

Algumas das plantas analisadas na obra, que acompanham receitas:

Alcaparra, flor-de-lis, raiz-forte, tâmara, girassol, gergelim e cravo-da-índia.

Algumas histórias curiosas que cercam essas plantas:

Flor-de-lis - Diz a história que o rei Clóvis I da França, quando ficou encurralado entre as tropas dos godos em uma curva do rio Reno, perto de Colônia, observou rio abaixo essas plantas em flor. Sabendo que eram de águas rasas, percebeu que naquele local o exército poderia atravessar. Foi o que aconteceu e, em gratidão, o rei fez da flor seu emblema e tornou-a símbolo da França. Outra lenda diz que seu nome é corruptela de "flor de Luís" (fleur de Louis) em homenagem a Luís VII da França, que a adotou como símbolo heráldico na sua cruzada contra os sarracenos. Seu rizoma é fonte de um pigmento preto, e as flores, de um pigmento amarelo. O rizoma reduzido a pó é afrodisíaco para ambos os sexos. Receita do livro: "licor de flor-de-lis".

Tâmara - A tamareira é considerada árvore sagrada e mágica há milhares de anos. No Egito, a tamareira era uma árvore sagrada, e a folha era símbolo do deus Heh, que representava a eternidade. Mais tarde, passou a ser símbolo de fecundidade, fertilidade e vitória. As tâmaras são usadas como doces ou para cobrir quitutes afrodisíacos. Os egípcios comem as tâmaras antes de fazer amor. Receita do livro: "tâmaras com ricota".

Sobre o autor

Gil Martins Felippe nasceu em São Carlos, no interior de São Paulo. É Ph.D. em botânica (fisiologia vegetal) pela Universidade de Edimburgo (Escócia). Trabalhou por vários anos no departamento de botânica daquela universidade, antes de ser contratado pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Foi também pesquisador do Instituto de Botânica de São Paulo, onde continuou sua pesquisa em fisiologia vegetal. Tem artigos publicados em revistas científicas brasileiras e estrangeiras, além de vários livros didáticos. É membro titular da Academia de Ciências do Estado de São Paulo. Foi ainda fundador da Sociedade Botânica de São Paulo. É autor do livro O Saber do Sabor, da Editora Salamandra, de Lisboa, e Entre a Horta e o Jardim, da Editora Senac São Paulo.

PUBLICIDADE
ÚLTIMAS PUBLICAÇÕES SOBRE "LANÇAMENTO"Índice das publicações sobre "LANÇAMENTO"
31/12/2022 - 07h22 Como passar de primeira no exame da OAB?
17/12/2022 - 05h47 Clareza para reencontrar o propósito da vida
24/11/2022 - 06h08 Como expandir a mente humana?
18/11/2022 - 05h55 `O cu e o pau de selfie´
15/11/2022 - 05h59 Nem homem, nem mulher
01/11/2022 - 05h44 De que forma você enxerga uma música?
· FALE CONOSCO · ANUNCIE AQUI · TERMOS DE USO ·
Copyright © 1998-2026, UbaWeb. Direitos Reservados.