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Economia e Negócios
13/04/2004 - 06h05
Atiçar o "instinto animal dos empresários"
Mylena Fiori - ABr
 

Para voltar a crescer é preciso atiçar o instinto animal dos empresários, acredita o economista Antonio Delfim Neto. E, para isto, segundo Delfim, é fundamental uma postura ativa do Estado, com incentivos aos diferentes setores da economia nos moldes do que já está sendo feito com a agricultura.

"Nos últimos 12 anos acreditamos que com estabilidade monetária não seria necessário mais nada. Isso embutia a ideologia do estado mínimo, de que o estado não tem participação nenhuma no crescimento. Agora estamos pagando o preço", avalia o deputado federal, que foi ministro da Fazenda, do Planejamento e da Agricultura, durante o Regime Militar.

Delfim lembra que aquilo que hoje chamam de política do Fernando Henrique Cardoso era, na verdade, a política imposta pelo FMI. "Esta política substituiu a inflação por endividamento externo e interno. Foi o que sobrou para o Lula resolver. O Lula não mudou pois não tinha condições de mudar. Pelos graus de endividamento quando assumiu, não havia outra política a seguir", diz, em resposta às críticas de que o atual governo estaria seguindo a política econômica de FHC.

O economista acredita que até maio do ano passado não havia outra saída senão manter uma política econômica austera. "Se o Banco Central não tivesse sido duro e o Palocci (ministro da Fazenda Antonio Palocci) não tivesse aumentado o superávit primário, a inflação teria voltado", defende. Agora, no entanto, Delfim acredita que é hora de o governo criar um ambiente "de crença no crescimento", de forma a "acordar o espírito animal dos empresários". Ele afirma que este estado de espírito havia contagiado o empresariado no final do ano passado. Mas houve um recuo. "O BC manteve os juros e furou a bolhinha", diz Delfim.

O ex-ministro prefere não arriscar palpites com relação a novos cortes na taxa básica de juros - o que será definido na reunião do Copom que acontece hoje e quarta-feira, em Brasília. Delfim apenas afirma que "não se pode reduzir a taxa de uma vez, pois isto produz prejuízos gigantescos na economia". Na sua opinião, o BC deveria sinalizar que vai baixar a taxa básica de juros e fazer isto de forma gradual. Delfim Neto falou ontem em São Paulo aos alunos da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP (FEA-USP).

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