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A decisão política econômica precisa mudar para uma política socioeconômica. Toda forma de corrupção deve ser combatida no mercado, pois prejudica a organização socioeconômica. O lucro rapinante deve ser combatido, e um dos maiores lucros é o da pirataria que prejudica não somente as empresas, mas, sobretudo, a geração de trabalho. A pirataria aumenta o subemprego que tem como conseqüência a falta de uma legislação, de um sindicato e/ou de uma associação que os protejam. Em geral, são pessoas desempregadas que se submetem a esse tipo de serviço. A venda passa a ficar na mão de um grupo que executa a cópia do know-how, roubado. Dessa maneira tira o emprego de muitos e transforma em subemprego, desestruturando as empresas, levando ao desemprego de pessoas registradas e que geram imposto para o governo. A empresa sofre concorrência desleal, pelo preço. A pirataria é uma forma de gerar trabalho e atender a um mercado de consumo mais acessível e barato, motivo pelo qual a sociedade não reclama. A produção dos produtos baratos e mal feitos estão prejudicando a geração de trabalho, aumentando o lucro nas mãos de poucos e desestabilizado de forma desumana o mercado, desintegrando o social. O problema é ser explorado pela propaganda do produto e usado pela manipulação da similitude, enganando o consumidor por preço mais barato. Iludido, compra um produto ruim que dura pouco. Prejudica a industria, o governo, o consumidor, a geração de trabalho, a aposentadoria, o trabalhador, aumentando a mais-valia que passa ser entre todos. Infelizmente, está existindo uma outra exploração que é feita aos consumidores pelo poder aquisitivo pequeno, conduzindo-os a manter a pirataria. Esta é uma das grandes mudanças para a comercialização que deve ser repensada. A erradicação da pobreza, a geração de trabalho precisa ser revista, para uma vida com qualidade, a fim de que a humanidade obtenha o Ter através da manutenção das necessidades, respeitando a sua geopolítica. Nessa economia de mercado precisa organizar a máxima para a humanidade e buscar uma economia justa, uma economia solidária e com novas regras. Portanto, estudar o mercado para organizá-lo através da mão-de-obra e tirar a exploração desumana da mais-valia, transformando todos em cooperadores, donos e usuários do capital, gerando trabalho. Precisamos do apoio dos políticos para essa ação. Somente uma política socioeconômica poderá solucionar o problema do desemprego, da geração de trabalho e distribuição de rendas. Está na hora de buscar soluções. Nota do Editor: Rosalvi Monteagudo é formada em Biblioteconomia pela USP e pós-graduada em Ciência da Informação e em Cooperativismo. Polêmica, ousada e visionária, Rosalvi ministrou uma das palestras mais concorridas no último Fórum Social Mundial de Porto Alegre. Fundadora e dirigente de diversas ONGs, ela desmonta o mito que o cooperativismo é a saída para a inserção de desempregados no mercado de trabalho. "A cooperativa tem sim um papel importante, mas não na forma que é organizada atualmente e cujo modelo fracassou no Brasil", afirma a estudiosa.
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