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Desde que começou a discussão do texto elaborado pelo Governo Federal sobre as reformas sindical e trabalhista um bombardeio de críticas por parte de vários segmentos da sociedade passou a ser uma constância em relação a alguns pontos polêmicos do projeto lei, com destaque para o fim da unicidade sindical. Na tentativa de minimizar as reações contrárias que surgiram de todos os cantos do país, o governo criou o "Fórum Nacional do Trabalho" com o intuito de democratizar a discussão. A questão é que o fórum restringiu a representação de vários segmentos, permitindo somente a participação de entidades de classe e empresariais simpáticas às propostas do governo. Como resposta, as confederações, federações, sindicatos e algumas centrais, organizaram um movimento de resistência denominado "Fórum Sindical dos Trabalhadores" (FST). E este último organizou diversas manifestações, principalmente em Brasília. No último dia 10 de novembro, a categoria dos trabalhadores em transporte urbano de São Paulo esteve representada por vários condutores que participaram da passeata na capital do país, dessa vez para protestar junto com outros companheiros de outras classes contra a portaria 160 que desobrigava o desconto da contribuição sindical. No entanto, a comissão de constituição e justiça foi favorável à causa do movimento sindical e aprovou o projeto de autoria do Senador Paulo Paim que suspende a proibição da cobrança da taxa. Embora os manifestantes tenham conseguido impedir os ataques contra o movimento sindical, a classe trabalhadora não deve baixar a guarda, pois o objetivo do governo e simpatizantes é na etapa seguinte as mudanças sindicais centrar forças na reforma trabalhista para tentar extinguir direitos dos trabalhadores.
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