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Vivemos em um tempo no qual mudar é imperativo. Abrir mão de valores antigos e recriar as empresas continuamente são as únicas formas de mantê-las vivas. Até aqui, nenhuma novidade. O que parece diferente é a proposta de enxergar a Função Comunicação Interna como sendo estratégica e não, secundária ou supérflua. Quer a empresa queira, quer não, cada um de seus colaboradores está construindo ou destruindo a imagem institucional, em uma atuação que extrapola o limite físico da organização. Para o cliente ou prospect, a voz irritada da telefonista, a cara feia do ascensorista, a má vontade da recepcionista e inacessibilidade do gerente põem a perder a boa qualidade do produto ou serviço e as onerosas campanhas publicitárias. Muitas das atitudes negativas dos funcionários resultam da ausência de Comunicação Interna, ou seja, canais de comunicação de mão dupla que propiciem o fluxo de informações ágeis e fidedignas. Em pesquisas internas realizadas em empresas de diferentes segmentos, as queixas são semelhantes: os funcionários recebem informações sobre campanhas promocionais das mãos do cliente e não da empresa, não contam com um veículo de comunicação ascendente (empregado-empresa), desconhecem as atividades das outras áreas e se ressentem da ausência de abertura ao diálogo por parte dos gestores. O que a Comunicação Interna tem demonstrado nos últimos anos é que ela pode e deve fazer muito mais que editar jornaizinhos com palavras-cruzadas. Ela pode fazer uso de todos os recursos utilizados com foco no público externo pesquisa, jornalismo, relações públicas e publicidade - só que dentro da própria casa. Afinal, se a empresa deseja ocupar a mente do consumidor de maneira positiva, vai precisar conquistar seus colaboradores, transformando-os em verdadeiros porta-vozes. A implementação de um programa eficaz de Comunicação Interna não acontece por acaso, demanda desejo e muita dedicação por parte da empresa. Porém, adiar implica em perpetuar todos os problemas causados por sua ausência. E o que é pior: onde existe um vazio haverá algum tipo de comunicação, só que de procedência e intenções que fogem ao controle da empresa. Se tudo isso não foi suficiente para fazer você pensar, avalie se o último problema vivido por sua organização não estava ligado direta ou indiretamente com a comunicação ou a falta dela. Nota do Editor: Carla Furtado, jornalista, com cursos de extensão em Marketing, Gestão de RH e pós-graduação em Planejamento e Gestão Empresarial. É diretora de Contas & Projetos da Agência Athena.
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