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Pela segunda vez, o Fórum Social Mundial foi palco de uma reunião plenária da Campanha Intercontinental contra a Área de Livre Comércio das Américas (Alca). Na manhã da sexta-feira, 28, militantes oriundos da América do Sul, América Central e do Norte reuniram-se para relatar o andamento da luta em seus países e para traçar planos comuns de ação. Cerca de 500 pessoas participaram do encontro, que estabeleceu como principal ação para 2005 a participação na jornada mundial de luta contra o livre comércio, a ser realizada entre os dias 10 e 17 de abril. "Esse é um momento mais de agitação política, mas que serve para que possamos sentir como a campanha está forte em vários países", explica Ricardo Gebrim, um dos coordenadores da campanha no Brasil. Segundo ele, o momento para definir novas estratégias de articulação continental será em Havana, capital de Cuba, no quarto encontro hemisférico previsto para ocorrer no final de abril deste ano. Foi na primeira edição desse evento que a Campanha ganhou força entre os movimentos sociais. Seu lançamento oficial, no entanto, ocorreu na edição de 2002 do Fórum Social Mundial. Como informa o site www.movimientos.org/noalca, a campanha foi criada para "articular forças e ações contra" a área de livre comércio "e propor a construção de novos caminhos de integração continental, baseados na democracia, na igualdade, na solidariedade, no respeito ao meio ambiente e nos direitos humanos". Nos últimos dois anos, os processos de negociação passaram a evoluir mais lentamente. A Alca deveria começar a operar em janeiro de 2005, o que não ocorreu. Do início para cá, a campanha ganhou outras dimensões e passou também a se opor a outros tratados de livre comércio que estão sendo negociados, como o acordo Mercosul-União Européia. No encontro da sexta-feira, foram anunciadas outras datas indicativas para a mobilização contra o livre comércio na América. Elas estão concentradas principalmente no mês de outubro, quando deve ocorrer em Brasília nova rodada ministerial de negociações para tentar destravar a implantação da Alca. Entre os dias 12, quando ocorre "O Grito dos Excluídos", e o dia 17, data de protestos mundiais organizados pela Marcha Mundial de Mulheres, serão realizados vários atos em todos os países latino-americanos.
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