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Especialista em finanças dá algumas dicas para evitar prejuízo ainda maior após as férias e período de carnaval...
Com o fim do carnaval e para a maioria das pessoas, restam a dor de cabeça das contas do período e mais as despesas necessárias e inadiáveis ao reinício do cotidiano. Assim convém não esquecer jamais que: a utilização do limite do cheque especial para corrigir os excessos cometidos é como jogar gasolina no fogo para apagar o incêndio; lançar mão do cartão de crédito para o mesmo fim, é suicídio financeiro; e pior que as alternativas anteriores, é a opção pelo dinheiro por um crédito "fácil" obtido em financeiras independentes a juros verdadeiramente obscenos. O alerta é do advogado e consultor da Pró-Consumer - Associação Nacional dos Direitos do Consumidor, João Carlos Scalzilli, ao explicar que se o consumidor pretende obter recursos com terceiros, ou seja, os bancos, é recomendável o máximo de prudência e cautela, dando-se preferência a linhas de crédito menos onerosas, geralmente disponíveis em CDCs (modalidade de empréstimo de pagamento a prestação e com juros equivalentes a metade dos cobrados no cheque e no cartão) nos bancos comerciais. Segundo o advogado especialista em finanças pessoais e empresariais, antes de recorrer ao CDC, cabe considerar algumas atitudes que poderão diminuir o prejuízo, tais como: formular um orçamento, seguindo medidas de economia pessoal e familiar, nos moldes sugeridos em várias páginas especializadas em finanças, existentes (com acesso gratuito) na web; atrasar, observando prazos razoáveis e aceitáveis, contas cujos juros pelo atraso sejam menores que os do crédito pretendido para pagá-las no vencimento; e dependendo das particularidades, a negociação (com o gerente do banco) para a concentração em um só financiamento, com juros favorecidos (menores ou equivalentes aos de um CDC), dos demais porventura em utilização (cheque, cartão e outros), acrescido do valor das dívidas e contas pendentes na ocasião. As iniciativas sugeridas não esgotam o rol de possibilidades, que pode ser ampliado pela criatividade de cada um ou por um profissional especializado na área. O que vale é sempre ter cautela, não gastar demais, para que suas finanças não caiam na folia.
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