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Economia e Negócios
05/05/2004 - 07h56
Quando o sonho vira pesadelo
 
 
Sem um planejamento eficiente o financiamento da casa própria pode dar dor de cabeça.

"Quem casa quer casa", mas não são somente os noivos que sonham em ter uma residência própria. Difícil encontrar quem não sonhe com a casa própria. Ter o "próprio cantinho" costuma ser o grande objetivo na vida das pessoas. Milhares de brasileiros, todos os anos, buscam realizar este sonho, que se não for bem planejado pode virar um enorme pesadelo. "Na hora da escolha não se pode deixar levar pelos sentimentos. É importante não deixar a emoção sobrepor a razão", salienta José Pedro Paes Antunes dos Santos, presidente da ABMH - Regional Curitiba (Associação Brasileira de Mutuários da Habitação).

Para realizar esse sonho, porém, é preciso ter uma considerável quantia de dinheiro disponível para adquirir uma casa à vista ou em algumas parcelas. Caso isso não seja possível, é necessário pensar em alternativas. Atualmente, existem três modalidades básicas de financiamento: Sistema Financeiro da Habitação (SFH), Carteira Hipotecária (CH) e Sistema Financeiro Imobiliário (SFI).

Os financiamentos feitos pelo SFH contam com regras estipuladas pelo governo. "Qualquer pessoa, independente da condição social ou civil, é candidata natural à aquisição da casa própria", frisa o presidente da ABMH - Curitiba. O financiamento para a compra da moradia, provavelmente, alerta José Antunes, deverá representar o maior compromisso financeiro feito pelo mutuário, portanto, é importante pesquisar as taxas de juros cobrados pelos bancos e também o melhor sistema de amortização.

Quando a pessoa se candidata ao financiamento, existem certas taxas e despesas que terão de ser pagas. Ele lembra ainda que quando se obtém um financiamento, automaticamente, o mutuário está concordando em pagar juros. "O valor da prestação do financiamento não deve comprometer o orçamento em mais de 25%", ensina Antunes. Isso dá uma margem de manobra para o comprador, no caso de perda de renda ou oscilações na economia.

"Uma dica importante na hora de escolher o imóvel é que ele deve se adequar, principalmente, ao padrão de vida e às necessidades da pessoa, inclusive, no que diz respeito ao tamanho do imóvel", explica Antunes. "Num primeiro momento, a moradia deve atender somente a quantidade de moradores, quando o padrão de vida melhorar pode-se aumentar as expectativas".

Dicas

O Governo Federal, através da Caixa Econômica Federal, mantém três milhões de contratos de financiamento habitacional ativos, fora outros quase um milhão de contratos administrados pelos bancos privados. Muitos destes mutuários correm o risco de ver o imóvel ir a leilão, com a conseqüente perda para o agente financeiro. A constante ameaça de desemprego é motivo para que este problema aconteça ou se agrave. Mas, o aumento das prestações também influência muito. A ABMH dá algumas dicas de como evitar este tipo de dor de cabeça:

· Procurar um imóvel que atenda suas necessidades atuais.
· Antes de financiar um imóvel, procure informações com uma associação de mutuário.
· Não comprometer mais do 25% de sua renda com a primeira prestação. Isto dá uma folga para que, durante o financiamento, possa arcar com os reajustes das prestações, sem se tornar inadimplente.
· Usar o FGTS ou recursos próprios como entrada, diminuindo o valor a ser financiado.
· A cada dois anos saque seu FGTS e amortize parte do saldo devedor para se livrar mais rapidamente da dívida. Este prazo é o mínimo permitido por lei.
· Sempre que tiver dinheiro sobrando, decorrente de férias, 13º salário e outros utilize a quantia para amortizar o saldo devedor do financiamento. "Não compensa você manter uma poupança em que receberá TR + 6% ao ano de correção e juros, enquanto pagará TR + 8 a 14% ao ano no seu contrato de financiamento", orienta Antunes.

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