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SEÇÃO
Economia e Negócios
06/05/2004 - 16h27
A multiculturalidade nas empresas
Idevan César Rauen Lopes
 

O povo brasileiro é o resultado de uma grande miscigenação, tendo sua cultura originado-se da aglutinação de muitas outras. Sendo isso um fato, e reportando-o para as relações negociais, é de grande relevância a análise das condições das empresas brasileiras para adaptarem-se ao mundo globalizado. Porquanto, deve-se questionar se as empresas brasileiras teriam condições de sobressair no mundo globalizado, em face desta característica do povo brasileiro?

A versatilidade é tão importante dentro do conceito de multiculturalidade que torna-se sua base. Nesse sentido a cultura brasileira ganha vantagem no âmbito empresarial, pois é mais receptiva que as demais. Já é notório o sucesso que inúmeros brasileiros têm obtido em cargos de diretores de corporações multinacionais, como o brasileiro que assumiu a presidência da Nissan Automóveis no Japão. O seu sucesso em grande parte ocorreu porque impôs o seu conhecimento e ritmo de trabalho sem agredir a cultura nipônica, sempre a respeitando.

É inconcebível a negação da existência da globalização, pois sua presença e influência faz-se sentir no dia-a-dia, sendo infrutífera qualquer tentativa de ignorá-la ou de tentar anulá-la. Frente à sua inconteste presença e influência, é necessário encontrar meios para suavizar seus efeitos negativos e maximizar os efeitos positivos.

Contrariar e lutar contra algo mais forte que a própria sociedade, contra algo que embate sua capacidade de resistência, provoca um desnecessário dispêndio de energia que poderia ser conduzida para se beneficiar de uma situação irrefutável. Muito mais interessante e produtivo do que combater os fatos é preceder ao movimento, adequando-se a ele.

Com a presença da globalização no cenário comercial, a livre iniciativa e a concorrência são fatores preponderantes na economia atual, devendo as empresas pautar-se nestes princípios para desenvolverem-se e muitas vezes estender os seus mercados de atuação para que possa sobreviver.

Para competir em uma economia globalizada é necessário conhecer sua importância, ter uma base sólida e um planejamento eficiente para competir também fora de seu território, porém tudo isso não terá qualquer eficiência sem que a empresa transmita para seus funcionários uma idéia de multiculturalidade, e mais, exija desses este comportamento.

Devem as empresas, inicialmente, estimular seus funcionários a conhecerem e desenvolverem o conhecimento em outras línguas. Quanto mais funcionários falarem outros idiomas, mais fácil será para a empresa atuar dentro de um mercado globalizado. Também deve a empresa propiciar a troca de experiências entre os funcionários da matriz e das filiais estrangeiras e criar programas de trabalho temporário no exterior. Além do benefício do aprendizado de uma outra língua, a convivência em outro país abrirá novos horizontes culturais ao intercambista.

Neste ponto as empresas brasileiras poderão levar vantagem, pois os funcionários que estiverem morando em outros países não pouparão esforços para integrar-se àquela determinada sociedade, propiciando uma visão multicultural, adequando a filosofia da empresa ao local em que ela está atuando, evitando conflitos que por conseqüência trarão perda de mercados.

São inúmeros os exemplos de corporações que montaram empresas em determinados países exigindo que a cultura local adequasse-se à cultura original da empresa, resultando em um tremendo fracasso. É a empresa que deve adequar-se à cultura do país em que está inserida.

Para que uma empresa obtenha sucesso no mundo globalizado, não basta que adquira um ganho de escalas na sua produção, que tenha um controle rigoroso de qualidade e um preço competitivo, deve ela adequar-se à cultura local para onde está expandindo-se, pois não se pode mudar em curto prazo a cultura de um povo e o conflito de culturas gera a perda de mercados.

Para que uma empresa tenha seus produtos distribuídos a vários mercados e que suas marcas fiquem conhecidas nos territórios onde forem comercializadas, deverá preservar, respeitar e compreender os hábitos das comunidades do mercado a ser explorado, sejam eles comportamentais ou mercadológicos, fazendo com que um mercado não sirva de paradigma para outro.

Portanto, é importante estudar detalhadamente um mercado antes de ingressá-lo, considerando-se que a má apresentação de uma marca ao mercado poderá comprometê-la e até destruí-la, exaurindo, assim, as possibilidades de obter-se o êxito que se almejava.

É imprescindível fazer pesquisas mercadológicas para disponibilizar produtos de qualidade aptos a serem consumidos no mercado mundial, mas de acordo com a comunidade onde o produto será destinado. Para a adequação ao processo globalizante, é importante também aprender com os erros e acertos daqueles que já estão globalizados.

Apesar de a globalização embutir a idéia de massificação, as culturas são diferentes e devem ser respeitadas, mesmo empresas de renome mundial devem definir o mercado de acordo com a cultura de determinada sociedade.

O tratamento igualitário para uma mesma marca e produtos, sem observância das peculiaridades culturais regionais fadará qualquer projeto mundial ao fracasso. Para que haja respeito às diferentes culturas, a empresa deve servir-se de funcionários multiculturais, que possam compreender a cultura de uma determinada comunidade e adaptar o projeto a ela, com o menor trauma possível.

Inexoravelmente a empresa precisa conscientizar-se de que a qualidade de seus produtos ou de seus serviços está diretamente vinculada à formação e treinamento dos funcionários. Para que se possa chegar ao grau de desenvolvimento visado, é necessário uma política específica com o intuito de estimular o funcionário multicultural.

A tendência de integração entre a empresa e os funcionários se aproxima da realidade da globalização. Para que a empresa tenha sucesso é importante que os funcionários tenham uma visão geral e ampla do que está acontecendo no mundo atual. As regras e funcionamento das grandes corporações multinacionais passam a ser de conhecimento de todos, possibilitando com isso a prestação de serviços e produtos hábeis a competir no mercado internacional e conseqüentemente a conquista de seu espaço. O trabalho para uma mesma corporação, prestado em vários países, cada qual com suas particularidades, é fundamento para a inovadora tese da cidadania global. Destina-se a cidadania global àqueles que trabalham em empresas multinacionais e acabam mudando-se para vários países onde a empresa possui seus escritórios, fábricas ou operações.

Fator importante na globalização é a tecnologia, na qual também há uma influência muito grande da multiculturalidade, que é imprescindível também aos cientistas. Há alguns anos o cientista tinha que montar totalmente a sua tese do começo ao fim, entretanto com a evolução ocorrida principalmente com a globalização e a Internet, o cientista pode apenas montar um quebra-cabeça científico, buscando informações com outros cientistas que estão atuando na mesma área em todo o mundo.

A empresa brasileira poderá ter um grande êxito na globalização em decorrência da facilidade de o povo brasileiro ser multicultural.

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