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A força da informação pode enriquecer a alimentação do futuro. Especialistas em nutrologia empenham-se na cruzada da divulgação de informações sobre alimentos geneticamente modificados.
A ABRAN - Associação Brasileira de Nutrologia, defensora dos benefícios e da segurança dos alimentos derivados de plantas geneticamente modificadas, agora quer se dedicar ao trabalho de divulgação de informações sobre transgênicos à população. Como afirma o Dr. Durval Ribas Filho, presidente da entidade, "As pessoas temem o que não conhecem e, por isso, queremos ajudá-las a entender e confiar nos alimentos geneticamente modificados". TRANSGÊNICOS NO MUNDO Há vários anos, Estados Unidos, Canadá, Japão, Austrália, Argentina e países da União Européia aprovaram, para consumo, alimentos derivados de soja transgênica, entre outras plantas. Alimentos derivados da soja, milho e canola, resistentes a insetos-pragas ou tolerantes a herbicidas, foram rigorosamente avaliados e já estão aprovados pelos organismos internacionais e agências de regulamentação de diversos países. A biotecnologia, hoje entendida como o ramo da ciência que pesquisa a transferência de genes de um organismo para outro, é utilizada há muitos anos pelo homem. Na área médica, a tecnologia tem sido aplicada desde os anos 80, não só para a produção de medicamentos como a insulina e hormônios de crescimento, mas também para o desenvolvimento de terapias gênicas que tem tornado possível o tratamento de doenças como câncer e o alívio de pacientes que necessitam de transplante de órgãos. "Na verdade, na área de alimentos, a biotecnologia nada mais é do que a evolução de processos empregados há milhares de anos quando selecionamos as melhores variedades para aumentar a produtividade nas lavouras e produzir alimentos de melhor qualidade. Agora isto é possível através dos conhecimentos da engenharia genética", ressalta Dr. Durval Ribas Filho. FALTA DE INFORMAÇÃO PREJUDICA ALIMENTAÇÃO O Brasil está entre os países que detêm o domínio do conhecimento em biotecnologia e essa conquista precisa ser aplicada em favor da melhoria nutricional da alimentação da população. "Com o índice alarmante de fome no mundo (mais de 800 milhões de pessoas no planeta), não é possível permitir que a desinformação paralise as pesquisas com alimentos transgênicos. A biotecnologia tem potencial para produzir mais alimentos e com custo reduzido" afirma o presidente da Abran. A expansão da fronteira agrícola, a adaptação de variedades de plantas a seca, a solos pouco férteis e a pragas, e a produção de alimentos enriquecidos são obrigatórios numa sociedade que necessita de uma alimentação mais equilibrada em nutrientes. "Queremos levantar a bandeira da informação e colocar nossos 3.500 associados como porta-vozes e defensores dos alimentos transgênicos. Nosso engajamento é científico, sempre em apoio às pesquisas e estudos já conduzidos e elaborados por entidades médicas e científicas internacionais" finaliza Dr. Durval.
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