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O presidente da Câmara dos Deputados, João Paulo Cunha (PT-SP), disse hoje que a Casa deve votar a proposta de correção da tabela do Imposto de Renda. Segundo o parlamentar, a idéia é que seja pedida urgência constitucional para votação da matéria assim que a pauta da Câmara seja desobstruída. "O povo, os metalúrgicos estão esperando isso. A Câmara, os deputados querem votar. Vamos trabalhar para votar. O presidente disse que queria isso", afirmou o deputado em referência ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que, em visita a São Bernardo do Campo (SP), abriu espaço para discutir a correção da tabela. O parlamentar disse que pediu ao deputado Carlito Merss (PT-SC), urgência para análise das propostas de correção. João Paulo fez a declaração no mesmo dia em que o líder do PT na Câmara, Professor Luizinho (PT-SP), afirmou que a correção da tabela somente seria avaliada no final do ano. João Paulo afirmou que a decisão partiu do próprio presidente da República e cabe à Câmara agora cumprir seu papel. "O presidente que disse que queria reajustar. Nós só estamos dando conseqüência ao pedido do presidente", afirmou. Hoje quem ganha até R$ 1.058 está isento de imposto. A alíquota de 15% é cobrada de quem tem renda mensal entre R$ 1.058 e R$ 2.115. Quem recebe acima desse valor contribui com alíquota de 27, 5%. A Central Única dos Trabalhadores (CUT) reivindica correção da tabela para repor as perdas com a inflação desde 1996. O presidente da Câmara designou o deputado Carlito Merss (PT-SC) para consolidar todos os projetos sobre Imposto de Renda em tramitação na Casa e trabalhar em uma sugestão de mudança na tabela do imposto. Essa sugestão será avaliada pelo plenário da Câmara. João Paulo também comentou a situação dos bingos no país. Ele cobrou uma iniciativa mais rápida do governo em relação a proibição do funcionamento de bingos. "A sociedade brasileira espera que os bingos continuem proibidos no país, já estou achando tarde", disse. O parlamentar assegurou que a Câmara dos Deputados deve realizar seu trabalho e votar o projeto de lei que o governo enviará ao Congresso para proibição dos jogos. O presidente da Câmara dos Deputados esclareceu que as duas Casas não devem fazer "nenhuma loucura" em relação ao reajuste do salário mínimo. A medida provisória que elevou o mínimo para R$ 260 deve ser incluída na pauta do plenário da Câmara nesta quinta-feira (13).
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