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SEÇÃO
Economia e Negócios
17/06/2017 - 08h43
As lojas não querem que você economize
 
 
Especialista dá dicas para não cair nas armadilhas do consumo

Você já deve ter percebido que todos os dias somos bombardeados com ofertas, lançamentos e novas necessidades. Muitas vezes compramos mais do que podemos e acabamos endividados, ou apertados em outras necessidades do orçamento. "O planejamento é a chave do sucesso, mas mesmo pessoas planejadas costumam cair em tentação, pois é difícil resistir aos encantos de uma vitrine, de um lançamento ou de uma promoção", afirma a economista Leide Albergoni, professora do curso de Economia da Universidade Positivo (UP) e autora do livro Introdução à Economia – Aplicações no Cotidiano.

Segundo ela, essas são as principais formas de perder o controle dos gastos. "Precisamos nos preparar racionalmente para as compras e não comprar movidos pela emoção. As empresas têm profissionais para desenvolver embalagens criativas, para arrumar vitrines de forma a nos atrair para dentro da loja e produzir comerciais com pessoas bonitas e felizes ao consumir o produto. Precisamos ser espertos para não cair nessas armadilhas", alerta. A especialista lista 12 dicas para quem deseja manter o controle sobre seus gastos e não cair na tentação do consumismo:

• Evite fazer compras com amigos, pois a empolgação nos faz comprar algo que não precisamos. Se for ajudar alguém a escolher alguma coisa, é preciso se preparar para não comprar nada e, de preferência, não leve dinheiro para evitar a tentação.

• Antes de comprar um produto, pergunte: “eu preciso disso?”.

• Decida em casa o que precisa comprar, longe das tentações apresentadas nas lojas.

• Se gostar de um produto em alguma loja por um bom preço, não compre imediatamente e analise se realmente precisa dele e se cabe no seu orçamento.

• Evite comprar o produto na primeira loja. Deixe claro ao vendedor que não é porque gostou do produto que vai levá-lo. Faça pesquisa de preço, pois é possível economizar comprando o mesmo produto em uma loja diferente.

• Os vendedores estão preparados para tirar informações de nós, a partir de conversas amigáveis. Ou eles usam essas informações para nos convencer a comprar o que não é necessário, ou usam seu dom de comunicar-se e estabelecer uma conversa amigável para conquistar nossa simpatia e dificultar nossa recusa em comprar o produto. É preciso tomar cuidado: seja educado com os vendedores, mas evite conversas que possam se transformar em armadilhas para você mesmo. Um sorriso ou um comentário empolgado e pode se dar por perdido!

• Depois de ter uma lista de preços em diferentes lojas, é hora de negociar. Vá às lojas que mais gostou do produto ou do atendimento e comece a fazer propostas de preços a partir do que encontrou nas outras lojas. Se a primeira loja não aceitar descontos, tente outra e mais outra. Muitas lojas estabelecem seu preço já com uma margem para descontos, então não podemos perder essa oportunidade de gastar menos. Sabia que em algumas culturas é ofensa não pechinchar?

• Se a compra for à vista e em dinheiro, a negociação deve ser ainda mais vantajosa, pois a empresa não terá o risco de calote e não pagará taxa à administradora do cartão sobre suas compras. No pagamento com cartão de débito ou crédito, as empresas pagam aluguel pelas máquinas de cartão e taxa de administração que podem chegar a 6% do valor das compras. Podemos aproveitar essa informação a nosso favor. Por isso, tente fazer compras em dinheiro, pois já é um ponto de negociação.

• Seja realista nos pedidos de desconto. Nenhuma empresa vai reduzir seu preço em 70%. O ideal é perguntar qual é o desconto, propor 20% e ver onde se pode chegar.

• Na hora de negociar, podemos usar a possibilidade de fidelidade à loja em nosso favor. É claro, se a loja tem produtos de qualidade e preços bons, é razoável que voltemos a comprar lá.

• Quem não é bom em negociar, pode levar alguém junto que tenha essa facilidade. Muitas vezes até queremos negociar, mas amolecemos diante dos argumentos dos vendedores e da emoção de ter o produto

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