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Design gráfico é o termo usado para denominar a concepção gráfica de uma idéia; designar, ou seja, representar, fixar, marcar, assinalar um conceito, através de um canal (mídia) visual. O termo "design gráfico" (graphic design) é universal, e ainda não se encontrou uma expressão em português que o representasse em sua totalidade: comunicação visual, programação visual, desenho gráfico, arte gráfica... O mais correto talvez fosse dizer "design visual". O importante é entender que design é muito mais que desenho. E o que se faz com design? Tudo! Tudo que nos rodeia é design. Ele está no nosso dia a dia de forma tão difundida, que muitos não se dão conta. Está na sinalização das ruas, nos supermercados, nas embalagens, nos automóveis, nas roupas, nos livros, nas revistas, nos cds, nos aparelhos eletrônicos, no cinema, na Internet, nos produtos que utilizamos todos os dias: sabão em pó, sabonete, pasta de dente, desodorante, xampu, arroz, feijão, leite, pão etc. Enfim, em tudo! Quem nunca escolheu um produto numa prateleira porque sua embalagem era mais "bonita" que a do concorrente? O design gráfico especificamente é responsável pela identidade visual de empresas, sua apresentação no mercado e ao seu público alvo, marcando sua individualidade. Logotipos, fachadas, impressos, relatórios, brindes, uniformes, são apenas alguns itens que compõem a gama de veículos através dos quais uma empresa vende seu produto ou serviço. E quem é o designer? Quem é o profissional que faz design? No Brasil as agências de publicidade e os escritórios de arquitetura desempenharam esse papel durante anos, mas com o tempo se desinteressaram por esse novo campo, já que o maior lucro vinha da veiculação dos anúncios, (no caso das agências de propaganda), e não havia normas para a remuneração dos serviços prestados. Os primeiros escritórios de design surgiram na década de 60, com a pioneira ESDI - Escola Superior de Desenho Industrial, fundada em 1964 no Rio de Janeiro. O design gráfico surgiu e prosperou e, em países emergentes como o Brasil, está em meteórica expansão. Apesar dos esforços de associações em todo o país, ainda não é uma profissão regulamentada, e ainda é muito difícil chegar a uma remuneração justa. Além disso, o acesso fácil à tecnologia fez com que pessoas despreparadas entrassem no mercado apenas por possuírem um PC com Corel Draw (software de ilustração), ajudando na perda da distinção do que é projeto ou apenas uma combinação duvidosamente bonitinha de letras, símbolos e cores. É importante lembrar que o computador é uma ferramenta admirável, mas é preciso sensibilidade humana, criatividade, equilíbrio, conhecimento e cultura para se fazer o bom design, e o bom design é a alma do negócio. Nota do Editor: Paula Muniz é graduada em Desenho Industrial / Programação Visual pela Universidade do Rio de Janeiro. Trabalha como designer em Ubatuba desde 1996 em escritório próprio, na avenida Iperoig, 10.
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