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SEÇÃO
Economia e Negócios
05/07/2004 - 06h11
Por que participar de feiras e eventos?
Luciano Bresciani
 

Se estar sempre alinhado com seu segmento, aperfeiçoar seus produtos e serviços, aumentar vendas com qualidade e não perder o foco em sua especialização são metas que orientam a equipe de marketing de sua empresa, está na hora de utilizar as feiras e eventos de exposições como mais uma ferramenta estratégica.

No contexto da economia mundial, as feiras são importantes, em cada um dos setores, dada a relevância atribuída às exportações, muito valorizada para a imagem e o crescimento das corporações. Se bem escolhidas, as feiras representam o caminho mais rápido e eficiente para conquistar importantes espaços no mercado externo, traduzindo os investimentos em crescimento.

A decisão de participar ou não de uma feira ou exposição deve ser norteada por vários tópicos, alinhados com os objetivos a serem atingidos. Existem diversos tipos de exposições no Brasil dos mais diversos segmentos, desde as focadas nas áreas de saúde e beleza até as de comércio exterior, bancários e financeiros. Certamente, algum irá se encaixar no perfil que você precisa.

A primeira pergunta que precisa ser feita para saber se sua empresa deve ou não participar de feiras e exposições é se os seus produtos atendem às exigências do mercado e se terá capacidade de suprir uma alta demanda originada durante e após o evento. Sua participação deve gerar contatos positivos e será necessário atender adequadamente as expectativas de seus novos clientes em qualidade e volume. Não se deve correr o risco de disseminar imagem negativa da sua marca, complicando o fechamento de novos negócios.

O segundo ponto a ser questionado é: "Esta é a melhor feira para participarmos?". Nesse ponto devemos avaliar o porte, o público alvo, as empresas participantes, o valor do investimento e as possibilidades de retorno. Tudo precisa corresponder com as necessidades e expectativas de sua empresa.

As feiras especializadas têm a vantagem de reunir clientes potenciais de todos os continentes, abrindo portas para a empresa expositora conquistar resultados em médio e longo prazo, pois uma das características inerentes às exposições é a alta concentração de público selecionado. Também acenam com a possibilidade de nos colocar em contato com os concorrentes, que também participam como expositores, o que oferece a oportunidade de se atualizar sobre as novidades do mercado e de conhecer de perto a oferta de cada um deles.

Em termos comerciais e práticos, as feiras proporcionam condições de negociação imediata e aumentam a possibilidade de criar um intercâmbio comercial permanente. Um evento planejado facilita contatos entre produtor, vendedor e revendedor ou consumidor final, a fim de adquirir um produto e colocá-lo em circulação no mercado global.

Nesse sentido, as feiras funcionam também como uma ferramenta de marketing de imagem e melhoria de qualidade do que é ofertado. Esses macro-eventos permitem diminuir as possibilidades de que a empresa participante fique atrás das inovações do segmento e aumenta as chances de se estabelecerem diferenciais em um mercado extremamente competitivo.

Infelizmente, uma parte significativa do empresariado acredita que participar de uma feira seja montar um estande e esperar que o público entre, retire um prospecto ou um brinde. O investimento nesses eventos muitas vezes é altíssimo e deve ser bem calculado de forma a reverter o máximo de retorno possível, o que geralmente não é rápido. Talvez o que falte às corporações seja entender que o resultado financeiro imediato não é o primeiro objetivo a ser aspirado, mas sim o fortalecimento da sua marca, o que já é um importante passo para a fixação da imagem de sua empresa entre revendedores, consumidores e até concorrentes.


Nota do Editor: Luciano Bresciani é diretor comercial da Average Tecnologia, empresa especializada em soluções para o segmento de comércio exterior.

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