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Opinião
30/12/2022 - 05h39
A destruição das nações
Benedicto Ismael Camargo Dutra
 

Ameaças pairam sobre o futuro da humanidade. A nação reúne um povo num território com o mesmo idioma, tradições e ideais. Aos poucos, estabelece a legislação pela qual todos devem se pautar. Deveria ter também como objetivo alcançar o aprimoramento dos seres humanos rumo à ampla evolução.

De fundamental importância é o bom preparo das novas gerações, pois a destruição de um povo começa por aí. As pessoas devem ser preparadas para alcançarem o sustento e a sobrevivência condigna através do próprio esforço, pois a Terra foi dotada de espaço e recursos para todos que conduzem o seu modo de viver em conformidade com as leis naturais da Criação.

Ao se afastarem do sentido da vida, os seres humanos vão introduzindo dificuldades que não deveriam existir, e que vão tornando o viver áspero, provocando a luta pela sobrevivência decorrente das cobiças por riqueza e poder. Os governantes devem ser dotados de competência, idoneidade e amor à pátria e à população. Aqueles que acima de tudo cobiçam o poder, arquitetando manobras para roubar o dinheiro da nação, deveriam ser excluídos.

Economistas dotados de sabedoria diziam que quanto mais houver interferência dos governos e do poder financeiro em atendimento aos interesses particulares de grupos, mais a economia perde a naturalidade, menos funciona, mais a população padece. A política monetária dos EUA e Europa causa resfriado para eles, mas nas nações que permaneceram estagnadas a penúria é bem maior. O sistema econômico está desarranjado pela produção de dinheiro com zero taxa de juros. Surgem as bolhas e a inflação. Aí chega o dia do ajuste. Os juros vão para cima, o dinheiro desaparece, alteram-se as taxas de câmbio entre as moedas elevando o preço das importações, atormentando os devedores em dólares.

O ser humano se tornou o causador de danos a outros para satisfazer a própria cobiça. Há no Brasil muitas regiões com baixa escolaridade, vida difícil, sem liberdade, que se formaram desde 1889 com moradias precárias, dominadas mediante imposições e violência. Pouco se pensou em buscar soluções duradouras e o resultado é a dívida financeira elevada e o déficit social.

No mundo governado com pouca responsabilidade quanto ao futuro formou-se uma grande massa de pessoas com pouco preparo para a vida e o trabalho. A questão exige ser examinada com seriedade, pois se for deixada dessa forma logo chegaremos ao caos social com aumento da criminalidade. Não basta só ficar distribuindo auxílios; é preciso ação recuperadora desses grupos e, principalmente, das crianças para que recebam preparo que as capacite a atividades que propiciem renda para que possam viver normalmente constituindo famílias, fortalecendo as nações.

O crescimento populacional vem chamando a atenção das autoridades há décadas. Faltou responsabilidade para preparar futuro decente, digno da espécie humana. O que fazer agora com os propalados oito bilhões de almas encarnadas na Terra? A população precisa de trabalho e renda. A educação é um ponto que requer atenção, caráter, bom senso, clareza mental, propósitos enobrecedores, impedindo que as drogas destruam as novas gerações. O essencial são os alimentos, a água, moradias adequadas, mas quanto custa tudo isso? Certamente bem menos do que se tem gastado com armamentos e guerras. Mas o que estão fazendo os governantes além de ficarem correndo atrás de financiamentos e aumento das dívidas?

Todas as pessoas dotadas de bom senso deveriam estar atentas e dispostas a encarar de frente a sobrevivência condigna, sempre posta de lado, e buscar o progresso que merecemos como seres humanos. A corrupção adquiriu grande amplitude, contaminando tudo, mas junto a ela há também um envenenamento que entorpece e embrutece a sociedade e as novas gerações. A mentira é usada como arma para desencaminhar a busca de soluções dignas da espécie humana.

O grande risco que enfrentamos é de decadência e precarização geral em níveis de miséria jamais vista, colocando a Terra como se fosse uma nave sem rumo à disposição da pirataria generalizada. Por que os seres humanos não se unem no bem, seguindo as leis naturais da Criação, visando a paz para todos, o progresso para as novas gerações e a alegria, afastando a mentira que visa obstruir a passagem da luz da verdade?


Nota do Editor: Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. E-mail: bicdutra@library.com.br

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