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Até há alguns anos, a função da secretária na empresa pouco ultrapassava os limites do atendimento telefônico, anotações de recados, arquivo, taquigrafia e conhecimento de editores de texto. Algumas empresas, em especial as estrangeiras, exigiam adicionalmente um bom conhecimento de inglês. Nos últimos anos, contudo, esse panorama mudou radicalmente: o que antes era exigido como requisito principal, passou a ter um papel coadjuvante no exercício do secretariado. Essas grandes mudanças têm sua origem no processo acelerado de globalização da economia a que temos assistido nos últimos anos. Sem entrar no mérito sobre os efeitos da globalização no emprego em todos os países, que já estão sendo amplamente discutidos e questionados, o fato é que as mega empresas de todo o mundo, em contínuo processo de fusão, são hoje mais poderosas que os próprios governos. Unidades da mesma empresa, em países distintos, competem entre si pela clientela e pela mão de obra. Os executivos mudaram Esta verdadeira revolução alterou profundamente o comportamento dos executivos, que tiveram que acordar de um longo período de acomodação (principalmente no Brasil, país de economia muito fechada) para um mercado altamente competitivo, que tem exigido prazos menores com alta qualidade a preços baixos. Isso sem mencionar o atendimento, que deve ser o melhor possível. Esses mesmos executivos, em busca de agilidade, têm agora à sua disposição todo o tipo de ferramenta tecnológica: laptops, notebooks, tradutores eletrônicos, e-mails etc., dispensando a necessidade de uma secretária para muitas das tarefas antes exclusivas delas. Hoje em dia, as secretárias que, por diversas razões, não expandiram seu leque de atuação nas empresas, têm enfrentado um verdadeiro complexo de rejeição (várias delas já choraram suas mágoas conosco...). Seus chefes, sem ajuda delas, digitam mensagens em seus computadores, passam-nas por e-mail e, quando precisam telefonar para alguém, discam sozinhos. Seus arquivos estão geralmente em seus computadores, que eles operam sozinhos de sua sala ou mesmo em casa. Perfil da nova secretária As empresas estão exigindo cada vez mais uma atuação ampla de seus colaboradores e a secretárias em sintonia com seu tempo só têm vantagens a tirar da nova situação: a independência muito maior de seus chefes abriu espaço para que elas possam atuar como verdadeiras assistentes executivas. Não existe um receituário pronto para o perfil da nova secretária, mas alguns pontos importantes são os seguintes: - Perfeito domínio da língua portuguesa; - O domínio da língua inglesa já é considerado ponto pacífico na profissão, e muitas empresas já estão exigindo também a língua espanhola e outros idiomas; - Domínio da utilização de vários softwares de microcomputador; - Visão global de todos os produtos e negócios da empresa; - Iniciativa para tomar decisões na ausência de seus chefes (a segurança para decidir, diga-se de passagem, advém do conhecimento profundo das atividades e da cultura da empresa) e - Bom humor e equilíbrio diante de situações de stress. Proficiência em idiomas: prazo mais longo Uma profissional com iniciativa consegue em poucos meses atualizar-se para enfrentar este mercado de trabalho mais competitivo. Quanto ao aprendizado de línguas a coisa é um pouco diferente: são necessários alguns anos de estudo para se atingir a proficiência. Portanto, não adie mais a sua decisão de estudar outros idiomas. Observando esses pontos, a secretária pode transformar o que era frustração e sentimento de rejeição em abertura de novas fronteiras profissionais, ampliar conhecimentos, aumentar a importância de seu papel dentro da empresa e, enfim, ter uma vida pessoal e profissional mais interessante e motivadora. Consulte o website da ILSA para conhecer as escolas associadas, as quais oferecem cursos voltados à área profissional.
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