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Os jogos eletrônicos são o sonho de consumo do público infantil, mas os pais devem controlar seu uso.
É difícil encontrar uma criança que não queira ganhar um videogame como presente. Em busca desse agrado, muitos pais correm para as lojas de jogos eletrônicos ao menor sinal de desejo, sem imaginar que podem cometer um erro. "Um videogame dado à criança em época errada pode prejudicar seu processo de desenvolvimento e sociabilização", afirma a educadora Ana Cristina Dunker, diretora do Espaço Vivavida, escola de educação infantil. O videogame fascina as crianças. Muitas vezes deixa de ser uma de suas diversões para ser a única. Isso acontece principalmente com as mais novas. Ao passar muito tempo em frente ao aparelho, elas deixam de lado outras importantes atividades características de sua faixa etária (estudar, ler, brincar, se relacionar com outras crianças ou praticar esportes). "É a construção de uma personalidade que está em jogo", adverte Ana Cristina. Para descobrir o momento ideal de dar à criança um jogo eletrônico, os pais devem, segundo a educadora, responder a perguntas como: a criança é capaz de perceber os efeitos nocivos do uso exagerado de um videogame? Consegue manipular sozinha o brinquedo? Entende o enredo / conteúdo do jogo? Está pronta para dividir o tempo do jogo com outras obrigações e atividades? Com as respostas, os pais conseguem avaliar se seu filho pode ganhar o sonhado presente. Dado no momento certo e usado com moderação, o videogame se torna um recurso atrativo ao progresso infantil. "Além de auxiliar no desenvolvimento da coordenação motora fina (ou seja, um afinamento dos movimentos motores a partir do que é visto) da criança e ampliar o senso de observação e memória, pode ajudar a escola no trabalho de concentração e raciocínio do pequeno, sem que ele perca interesse pelas brincadeiras coletivas e pelo trabalho em grupo, principal função da escola na educação infantil", afirma a diretora do Espaço Vivavida.
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